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Repercussões orgânicas da transposição ileal em ratos com dismetabolismo glicídico induzido por dieta

Processo: 11/05944-1
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de setembro de 2011 - 31 de agosto de 2013
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Cirurgia
Pesquisador responsável:Joao Luiz Moreira Coutinho de Azevedo
Beneficiário:Joao Luiz Moreira Coutinho de Azevedo
Instituição-sede: Escola Paulista de Medicina (EPM). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus São Paulo. São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Procedimentos cirúrgicos do sistema digestório 

Resumo

O tratamento clínico da síndrome metabólica - principalmente o dismetabolismo glicídico traduzido por resistência insulínica e diabetes mellitus tipo 2 - é sabidamente complexo e permanente, tendo a doença caráter progressivo. A resistência insulínica e o diabetes mellitus são condições que estão correlacionadas mais comumente à obesidade. Entretanto, ambos não acometem somente a população obesa, uma vez que há uma incidência cada vez maior de DM2 entre indivíduos com índice de massa corporal (IMC) na faixa da eutrofia e do sobrepeso. Sabe-se que a resistência insulínica é que primordialmente causa a doença cardiovascular nesses indivíduos. Atualmente busca-se procedimento cirúrgico que seja eficaz no tratamento da síndrome metabólica, principalmente em relação à diabetes mellitus tipo 2, inclusive em indivíduos não-obesos. Em pacientes obesos mórbidos, é consensual que a intervenção cirúrgica dita padrão-ouro para o tratamento da obesidade mórbida é a gastroplastia vertical com anel de contenção e derivação gastrojejunal em Y-de-Roux (operação de Fobi-Capella, modificada) por atingir os objetivos de perda de peso e controle de comorbidades, mantidos em longo prazo. Por outro lado, em pacientes com dismetabolismo glicídico mas sem obesidade mórbida (com obesidade leve ou apenas sobrepeso), a tecnicamente mais simples e facilmente reversível transposição ileal isolada teoricamente pode constituir-se numa alternativa terapêutica efetiva. Essa intervenção não foi até o momento realizada de forma isolada em humanos - a experiência relatada na Literatura diz respeito a associação com a gastrectomia vertical -, e também não há relatos da sua utilização em modelo experimental de síndrome diabetes mellitus induzida por dieta.MÉTODOS: Utilizar-se-ão 40 ratos machos (Rattus norvegicus albinus), Wistar - 2BAW Heterogêneos, com 12 semanas de vida, distribuídos em quatro grupos de 10 animais cada: Grupo Transposição Ileal (GT) com os animais sob dieta hipercalórica-hiperlipídica; Grupo Sham (GS), submetidos à operação simulada e utilizando a mesma dieta; Grupo Controle 1 (GC1), não submetidos a nenhuma intervenção cirúrgica e consumindo a dieta hipercalórica-hiperlipídica; e Grupo Controle 2 (GC2) - não submetidos a nenhuma intervenção cirúrgica e consumindo ração padrão. As intervenções cirúrgicas serão realizadas na 20ª semana de vida. Coletas sangüíneas para os testes laboratoriais serão realizadas na 12ª semana de vida dos animais, no dia da operação e na 08ª semana de pós-operatório, após pesagem e sob anestesia prévia. Serão feitas em todos os animais as determinações séricas de glicose, insulina, triglicérides, colesterol total e frações, assim como de glucagon-like peptide-1, peptídeo C e hemoglobina glicada. Será realizado o teste de tolerância à insulina, com a utilização do software PRISMA, e o cálculo da resistência insulínica, pelo teste indireto HOMA-IR. Determinar-se-ão os níveis de expressão relativa de 252 genes referentes a apoptose de células beta pancreáticas, desenvolvimento de diabetes mellitus e diferenciação de células-tronco mediante estudo biomolecular específico com PCR em tempo real. Nos dias determinados, com 20 semanas de vida, dois ratos serão aleatoriamente distribuídos no GT e no GS. Todos serão acompanhados até a 08ª semana de pós-operatório, quando serão sacrificados e então coletados os depósitos de gordura periepididimal e retroperitoneal para pesagem em balança de precisão, e o pâncreas e segmentos de intestino para estudo anatomopatológico e imunohistoquímico. (AU)

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