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Aliskireno na prevenção da fibrose miocárdica difusa em pacientes com Diabetes e hipertensão com mapeamento de T1 por ressonância magnética cardiovascular 3.0T

Processo: 12/17167-2
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de março de 2013 - 29 de fevereiro de 2016
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Radiologia Médica
Pesquisador responsável:Juliano de Lara Fernandes
Beneficiário:Juliano de Lara Fernandes
Instituição-sede: Faculdade de Ciências Médicas (FCM). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Assunto(s):Ressonância magnética  Cardiomiopatias  Fibrose endomiocárdica  Angiotensinas  Hipertensão  Anti-hipertensivos  Diabetes mellitus 

Resumo

Pacientes com diabetes e hipertensão representam um grupo de alto risco cardiovascular e demonstram rápida evolução para cardiomiopatias. Nestes pacientes, além da doença arterial coronária, é também característico um aumento da necrose e fibrose intersticial difusa do miocárdio. Estas alterações ocorrem de maneira bastante precoce nestas doenças e elevam o risco de desfechos cardiovasculares embora sua manifestação clínica seja usualmente apenas diagnosticada em fases mais adiantas. Os mecanismos fisiopatológicos deste processo são complexos mas o sistema renina-angiotensina tem papel central nestas alterações. Mais importante, não apenas os estímulos circulantes são significativos mas a síntese de angiotensina II intracelular pelos próprios miócitos parece representar um dos passos essenciais na formação da fibrose intersticial. Bloqueadores tradicionais deste sistema via bloqueio da enzima conversora de angiotensina ou dos receptores de angiotensina parecem ter papel limitado neste processo já que os mecanismos intracelulares continuam atuando apesar do bloqueio sérico e extra-celular. Apenas recentemente novas técnicas que utilizam ressonância magnética cardiovascular puderam avaliar de forma quantitativa o grau de fibrose intersticial no miocárdio. Através de técnicas baseadas em mapeamento do T1 miocárdico, hoje é possível se diagnosticar precocemente e se monitorar a evolução da fibrose difusa do miocárdico através da ressonância.Desta forma, neste estudo propomos a avaliação da fibrose miocárdica difusa de pacientes hipertensos e diabéticos através do mapeamento T1 em aparelho de 3.0T comparando estes valores com pacientes controles normais. Também buscamos avaliar a eficácia do medicamento aliskireno - um bloqueador direto da renina com ação intracelular, que experimentalmente demonstrou reduzir a síntese de angiotensina II por miócitos e a fibrose intersticial miocárdica - após um ano de terapia em comparação a um grupo sem uso do medicamento. Finalmente, procuraremos comparar a fibrose miocárdica difusa de base em pacientes já em uso crônico e prolongado do medicamento versus um grupo de diabéticos e hipertensos com mesmas características mas que nunca utilizou o aliskireno. (AU)