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Física experimental de anéis de colisão: SP-Race e Hep Grid-Brazil

Processo: 03/04519-9
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Temático
Vigência: 01 de novembro de 2003 - 31 de julho de 2008
Área do conhecimento:Ciências Exatas e da Terra - Física - Física das Partículas Elementares e Campos
Pesquisador responsável:Sergio Ferraz Novaes
Beneficiário:Sergio Ferraz Novaes
Instituição-sede: Instituto de Física (IF). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Pesquisadores principais:Eduardo de Moraes Gregores
Bolsa(s) vinculada(s):07/07971-0 - Física experimental de altas energias, BP.IC
05/60336-6 - Busca por dimensões extras em anéis de colisão hadrônicos, BP.DD
Assunto(s):Colisão de partículas  Anéis de colisão  Física experimental  Estrutura da matéria (física moderna)  Computação de alto desempenho  Grande Colisor de Hádrons 

Resumo

Anéis de colisão são importantes instrumentos na investigação das interações fundamentais e da estrutura da matéria. Em particular, o Tevatron do Fermilab e o Large Hadron Collider do CERN desempenharão um papel fundamental durante os próximos 20 anos. Esses aceleradores deverão produzir uma quantidade de dados sem precedentes, que deverá atingir 109 GB durante a próxima década. Esses dados deverão ser armazenados, processados e analisados por milhares de pesquisadores ao redor do mundo. Para alcançar esse objetivo de forma eficiente, as colaborações internacionais estão desenvolvendo a arquitetura Grid de processamento distribuído. Esta nova estrutura pode ser utilizada em qualquer atividade que também tenha necessidade de processar grande quantidade de dados, tais como previsão do tempo, mapeamento genético, levantamento por satélite, imagens médicas, etc. Como membros das colaborações 00 do Fermilab e CMS do CERN, nós pretendemos nos juntar aos esforços internacionais no sentido de implementar centros de análise distribuídos (Tiers) destes experimentos. Planejamos construir um cluster de computadores em São Paulo, que servirá inicialmente como Regional Analysis Center da Colaboração do D0 (D0RACE) e, posteriormente, como Tier da HEP Grid do CERN. Nesta primeira etapa, esta unidade deverá prover serviços tais como distribuição do código computacional do D0, produção de eventos gerados por Monte Carlo, administração da submissão de processos, sistema de cache de dados produzidos pelo D0, reprocessamento de dados para calibração dos subdetectores e acesso ao banco de dados de calibração, configuração e processamento. Em uma segunda etapa, deveremos nos engajar nas iniciativas relacionadas ao HEP Grid, participando dos testbeds do International Virtual Data Grid Laboratory (iVGDL) e envolvendo-nos na pesquisa e desenvolvimento da arquitetura Grid juntamente com o Grid Physics Network (GriPhyN), sempre com vistas à análise dos dados que o CMS deverá produzir a partir de 2007. A evolução do projeto poderá ser acompanhada através da homepage http://hep.ift.unesp.br/SPRACE/index.htm. Uma das grandes vantagens da arquitetura Grid é a de que um investimento inicial relativamente modesto garante nossa inserção na comunidade internacional de usuários de Grid, tornando acessível o poder de processamento representado pelo conjunto das demais unidades interligadas ao redor do mundo. Esse cluster terá sua principal aplicação voltada para o processamento dos dados produzidos pelos experimentos de altas energias dos quais fazemos parte. No entanto, nada impede que outros grupos possam vir a fazer uso desse equipamento. Podemos antever alguns usuários em potencial, tais como: instituições responsáveis pela previsão de tempo (INPE/MCT, IPMET/UNESP), projetos internacionais em Astronomia (SOAR, Gemini), grupos voltados para o seqüenciamento genético (Rede ONSA), pesquisa em prospecção de petróleo e modelagem geológica, instituições de pesquisa em modelagem molecular e celular, instituições médicas envolvidas na reconstrução de imagens tomográfica (PECT, PET). Além de sua importância para o desenvolvimento científico e tecnológico, esta iniciativa deverá desempenhar um importante papel na formação de recursos humanos, não apenas na Física de Altas Energias mas deverá também gerar competência em áreas correlatas, tais como redes de altas velocidades, processamento de alto desempenho e, acima de tudo, na arquitetura Grid. (AU)