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Estudo da oxidação do ácido úrico em processos inflamatórios e a relação com a progressão da inflamação: implicação entre hiperuricemia e doença cardiovascular

Processo: 12/50584-6
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de junho de 2013 - 31 de maio de 2015
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Bioquímica
Convênio/Acordo: CNPq - Programa Primeiros Projetos
Pesquisador responsável:Flavia Carla Meotti
Beneficiário:Flavia Carla Meotti
Instituição-sede: Instituto de Química (IQ). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Doenças cardiovasculares  Aterosclerose  Hiperuricemia  Ácido úrico  Hidroperóxido de urato  Oxirredução 

Resumo

A doença cardiovascular (DCV) relacionada à aterogênese é a principal causa de morte no Brasil e países desenvolvidos. A aterogênese está associada a distúrbios metabólicos como hiperlipidemia e hiperuricemia e é acompanhada de um processo inflamatório no tecido vascular. De acordo com isto, tanto os níveis, quanto a atividade da mieloperoxidase, uma enzima pró-inflamatória de neutrófilos e macrófagos, estão diretamente associados à progressão da aterogênese. A mieloperoxidase catalisa a formação do ácido hipocloroso na defesa contra patógenos. A enzima também oxida outros substratos endógenos e seus produtos de catálise desestabilizam o transporte de colesterol, promovem formação de células espumosas e causam disfunção endotelial. Nós demonstramos recentemente que a mieloperoxidase foi capaz de oxidar o ácido úrico presente no plasma, gerando radicais livres, intermediários pouco estáveis e por fim, a alantoína. Nosso interesse sobre o papel da mieloperoxidase e o ácido úrico veio a partir de inúmeros trabalhos que correlacionam hiperuricemia com progressão da DCV na ausência de outras alterações metabólicas. Na presença de radical superóxido, uma situação que imita o "burst" oxidativo inflamatório, identificou-se a formação do hidroperóxido de urato, um composto altamente oxidante. Em função de sua reatividade, o hidroperóxido de urato pode oxidar grupos tiólicos de proteínas de cascatas pró-inflamatórias induzindo a progressão da inflamação, alterações do tecido vascular e desestruturação tecidual. Desta forma, o objetivo geral do presente projeto consiste em investigar o efeito direto do hidroperóxido de urato sobre proteínas de sinalização inflamatória sensíveis à modulação redox. Dentre estas, proteínas da via PDI-Nox (proteína dissulfeto isomerase - nicotinamida adenina dinucleotídeo (NADPH) oxidase), além do estudo da reatividade do hidroperóxido de urato com proteínas detoxificadoras de peróxido ... (AU)