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O uso do crack como problema de saúde pública e o programa De Braços Abertos

Processo: 15/19667-0
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de março de 2016 - 28 de fevereiro de 2018
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Saúde Coletiva
Pesquisador responsável:Pedro Paulo Gomes Pereira
Beneficiário:Pedro Paulo Gomes Pereira
Instituição-sede: Escola Paulista de Medicina (EPM). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus São Paulo. São Paulo , SP, Brasil
Pesq. associados: Ygor Diego Delgado Alves
Assunto(s):Cracolândia  Antropologia urbana 

Resumo

Diferente da cocaína em pó que pode ser inalada ou injetada, o crack em pedra é fumado, o que o assemelha quanto à rapidez de início dos efeitos e sua magnitude ao uso da cocaína por via intravenosa. Seus efeitos e manifestações clínicas são de amplo espectro. Outras implicações do uso do crack dizem respeito à dinâmica social de uso. Trata-se de uma droga que, sob certas circunstâncias, revela-se empatogênica, o que faz surgir, aliado a outros fatores como sua disponibilidade e vulnerabilidade da população em situação de rua, as cenas de uso conhecidas como cracolândias, um importante problema de saúde pública. Dado a existência do problema, uma série de políticas públicas procuraram dar conta das cracolândias e estas políticas, muitas vezes, seguiram abordagens marcadas pela ideologia da "guerra às drogas", ou "tolerância zero". Em contraste, tratar o "problema das drogas" como questão de saúde pública não restringe o problema ao campo da segurança pública, mas põe foco sobre os danos associados ao uso destas substâncias. O programa De Braços Abertos da Prefeitura do Município de São Paulo é a primeira política de saúde pública de grande porte a tratar o uso de drogas pela população mais desassistida nos locais onde este uso ocorre, sob uma perspectiva de redução de danos. Este projeto propõe conhecer, de forma inédita, as mudanças provocadas palas diversas ações promovidas pelo De Braços Abertos. Temos como objetivo central descrever, entre beneficiários do programa DBA, os padrões de uso do crack e os fatores preponderantes na maior ou menor autorregulação do uso (tais como: disponibilidade da droga, estrutura de vida, rituais e regras). Para tanto, iremos nos valer das ferramentas da etnografia, com entrevistas qualitativas e observação participante de indivíduos em seu dia a dia. (AU)