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Programação obesogênica: o papel do ambiente materno e a interface feto-placentária

Processo: 17/11608-0
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de dezembro de 2017 - 31 de agosto de 2020
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Nutrição - Desnutrição e Desenvolvimento Fisiológico
Pesquisador responsável:Letícia Martins Ignácio de Souza
Beneficiário:Letícia Martins Ignácio de Souza
Instituição-sede: Faculdade de Ciências Aplicadas (FCA). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Limeira , SP, Brasil
Pesq. associados:Marciane Milanski Ferreira
Assunto(s):Desenvolvimento fetal  Programação metabólica  Placenta  Doença crônica  Obesidade  Homeostase energética  Alvo terapêutico 

Resumo

Nas últimas décadas, a humanidade assiste a um aumento cada vez mais acentuado da prevalência de doenças crônicas não transmissíveis e do aumento dos gastos em saúde pública para seu tratamento. Dentre essas doenças, a obesidade é uma das mais graves uma vez que, com seu estabelecimento, desenvolvem-se mecanismos celulares e moleculares de adaptações do organismo que engatilham a aparição de outros tipos de doenças metabólicas como diabetes, hipertensão arterial e alguns tipos de câncer. Muito se tem avançado acerca das alterações fisiopatológicas dessa doença e, hoje, sabe-se que um ambiente inflamatório subclínico dispara uma sequência de eventos moleculares cíclicos culminando com a perda do controle da homeostase energética, um cenário onde as terapêuticas médico-nutricionais atuais nem sempre são eficazes para reverter o processo. A maneira como o ambiente externo influencia nas respostas do organismo e como esse organismo se torna mais ou menos permissivo a esses insultos perpassam, ainda, pelos processos de transmissão e autoperpetuação desse tipo de doença, a programação metabólica. Estabelecer a placenta como um alvo potencial no elo entre o ambiente externo/materno na progressão da obesidade em número de indivíduos trará a luz, do conhecimento científico, ferramentas para a busca de alvos terapêuticos mais eficazes que atuem não só no tratamento, mas na prevenção desta doença. Também, esse foco traz consigo discussões acerca de como a transição nutricional modificou o perfil atual da população, uma vez que passaremos a entender como situações de privação/excesso de nutrientes podem predispor os indivíduos a um panorama fisiológico que está cada vez mais permissivo ao estoque excessivo e nocivo de energia corporal na forma de gordura. (AU)