| Processo: | 10/50456-2 |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Brasil - Doutorado |
| Data de Início da vigência: | 01 de julho de 2010 |
| Data de Término da vigência: | 30 de novembro de 2013 |
| Área de conhecimento: | Ciências Humanas - Educação |
| Pesquisador responsável: | José Sergio Fonseca de Carvalho |
| Beneficiário: | Maurício Liberal Augusto |
| Instituição Sede: | Faculdade de Educação (FE). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil |
| Assunto(s): | Teoria da educação Política educacional Hannah Arendt Filosofia da educação |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Acao Politica (Praxis) | Filosofia Da Educacao | Hannah Arendt | Politica E Educacao | Teoria Da Educacao |
Resumo Com este projeto pretendemos refletir sobre a delicada relação entre educação e política, preservando os limites entre ambas e realçando sua distinção, mas admitindo seu estreito vínculo mútuo. Visamos também a questionar um pressuposto corrente - exacerbado na modernidade -, de que a educação comporta uma dimensão política e a política um sentido pedagógico, bem como evidenciar o risco de se tomar uma pela outra indistintamente. Assim, propomos recusar a noção amplamente aceita de que a ação educativa (escolar) seja um meio capaz de transformar a sociedade. Consideramos que essa visão é fruto de uma derivação indevida das categorias políticas de meios e fins aplicadas à educação. Tais reflexões se inspiram na obra de Hannah Arendt, especialmente sua visão de que a ação política (práxis), por ser animada por um princípio - diferentemente do ato de fabricação (poiésis), que se apreende por sua finalidade -, não pode trazer em si os seus resultados, mas se deixa apreender pelo sentido que a anima. Da mesma forma, embora se possa antever o produto idealizado da fabricação, o mesmo não vale para a ação política, por esta dar início a processo cujo desfecho não pode ser conhecido de antemão. Isso nos sugeriu o que poderia ser o resultado da ação educativa que acolhe a indeterminação. Se educar não é fabricar um ser humano novo, nem dizer aos alunos como o mundo deve ser a dignidade da ação educativa comporta apresentar o mundo tal qual é, na esperança de que eles assumam esse legado como seu e, de posse dele, possam renovar e recriar o mundo. Consideramos que, hoje, entretanto, a dignidade da educação pode estar ameaçada na medida em que o sentido é usurpado pelos meios com que se pensava promovê-lo. Retomar a questão do sentido da educação nos parece proveitoso, antes de tudo, por envolver nossa atitude face à durabilidade e à renovação de um mundo comum. (AU) | |
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