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Mecanismos imunológicos e hematológicos envolvidos na resposta terapêutica de pacientes com anemia falciforme submetidos ao transplante alogênico de células-tronco hematopoéticas

Processo: 14/00088-8
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de outubro de 2014
Vigência (Término): 10 de março de 2018
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Imunologia - Imunologia Aplicada
Convênio/Acordo: Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)
Pesquisador responsável:Kelen Cristina Ribeiro Malmegrim de Farias
Beneficiário:Júlia Teixeira Cottas de Azevedo
Instituição-sede: Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:13/08135-2 - CTC - Centro de Terapia Celular, AP.CEPID
Assunto(s):MicroRNAs   Anemia falciforme   Imunologia clínica   Imunorregulação   Quimerismo

Resumo

A anemia falciforme (AF) é uma doença genética, monogênica, caracterizada por anemia hemolítica crônica e fenômenos vaso-oclusivos que levam a crises dolorosas agudas e à lesão tecidual e orgânica, crônica e progressiva. Trata-se da doença hereditária monogênica mais comum do Brasil, ocorrendo predominantemente entre afrodescendentes, distribuindo-se heterogeneamente, sendo mais frequente nos estados do Norte e Nordeste. Os tratamentos disponíveis para a AF são a hidroxiureia (hidroxicarbamida), a transfusão sanguínea e o transplante alogênico de células-tronco hematopoéticas (TCTH), sendo esse a única opção curativa. Este projeto tem como objetivo avaliar os mecanismos imunológicos e hematológicos nos pacientes com AF submetidos ao TCTH alogênico. Serão estudados pacientes com anemia falciforme (AF; HbS homozigotos) submetidos ao tratamento com TCTH alogênico na Unidade de Transplante de Medula Óssea do Hospital das Clínicas da FMRP-USP. Serão colhidas amostras de sangue periférico dos pacientes com AF antes do transplante e vários períodos pós-transplante, sendo, então, avaliados: I) a reconstituição imuno-hematológica de várias subpopulações celulares do sangue periférico; II) expressão de fosfatidilserina, CD47, e BCAM/LU em eritrócitos, e ainda, de CD36 e VLA-4 em reticulócitos; III) produção de citocinas pró- e anti-inflamatórias (IL-1b, IL-2, IL-6, IL-8, INF-g, TNF-a, IL-17A/F, IL-18, G-CSF e IL-10) e de sHLA-G; IV) biomarcadores da AF (enzima lactato desidrogenase [LDH], fosfolipase secretora A2 [sPLA2], produtos do metabolismo do óxido nítrico [nitrito e nitrato] e endotelina-1); V) a presença de polimorfismos na região 3'-NT do gene HLA-G; vi) o quimerismo celular através da análise de STRs e do locus da Amelogenina; VII) a expressão gênica diferencial de microRNAs em eritrócitos CD45-CD71+. Os resultados deste estudo ajudarão a confirmar os benefícios terapêuticos do TCTH alogênico no tratamento da AF e esclarecer os mecanismos hematológicos e imunológicos envolvidos, o que é extremamente necessário para uma aplicação mais ampla dessa terapia celular em pacientes com AF. (AU)

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