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Avaliação da reconstituição imunológica e função tímica em pacientes com doença falciforme submetidos ao transplante alogênico de células-tronco hematopoéticas

Processo: 16/22330-0
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de abril de 2017 - 31 de março de 2019
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Imunologia - Imunologia Aplicada
Pesquisador responsável:Kelen Cristina Ribeiro Malmegrim de Farias
Beneficiário:Kelen Cristina Ribeiro Malmegrim de Farias
Instituição-sede: Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto (FCFRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil
Pesq. associados: Ana Cristina Silva Pinto ; Belinda Pinto Simoes ; Dimas Tadeu Covas
Assunto(s):Imunorregulação  Anemia falciforme  Terapia baseada em transplante de células e tecidos  Transplante de células-tronco hematopoéticas 

Resumo

As doenças falciformes (DF) referem-se a um conjunto de hemoglobinopatias (distúrbios hereditários das hemoglobinas) causado por uma mutação pontual na posição 6 do gene codificador da cadeia da ²-globina, levando à modificações físico-químicas na molécula da hemoglobina, originando a hemoglobina (Hb) S anormal (HbS). A forma da doença em que os dois alelos codificadores da ²-globina sofrem mutação (ou seja, estão em homozigose, HbSS) é denominada anemia falciforme (AF) e ocorre em cerca de 83% dos casos. Apesar da elevada incidência, trata-se de uma doença negligenciada com grande impacto social, sendo poucos os recursos disponíveis para diagnóstico, tratamento e pesquisas, no Brasil e mundo. Nos últimos anos, a terapia celular com células-tronco hematopoéticas alogênicas (ou transplante alogênico de células-tronco hematopoéticas, TCTH) surgiu como uma alternativa terapêutica. Apesar do número ainda limitado de casos de pacientes com AF transplantados, ficou evidente o potencial curativo desta nova abordagem terapêutica. No entanto, não existem ainda estudos sobre os mecanismos de reconstituição imunológica após TCTH em pacientes com AF. Considerando nossa hipótese de que pacientes com AF apresentam uma significativa disfunção tímica e imunológica, é de extrema relevância e urgência avaliar o impacto dessas disfunções nos processos de reconstituição imunológica e quimerismo celular nos pacientes com AF após TCTH. Os resultados desse presente estudo ajudarão a confirmar se os benefícios clínico-laboratoriais do TCTH alogênico no tratamento da AF são superiores aos de outras modalidades terapêuticas, o que é necessário para uma aplicação mais ampla dessa terapia celular em pacientes com AF. (AU)