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Efeitos do LDL oxidado em macrófagos M2: implicações na aterosclerose

Processo: 14/20328-3
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de janeiro de 2015
Vigência (Término): 31 de dezembro de 2016
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Imunologia - Imunologia Celular
Convênio/Acordo: Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)
Pesquisador responsável:Jorge Elias Kalil Filho
Beneficiário:Fernanda Magalhães Gonçalves
Instituição-sede: Instituto do Coração Professor Euryclides de Jesus Zerbini (INCOR). Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (HCFMUSP). Secretaria da Saúde (São Paulo - Estado). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Receptores de LDL oxidado   Macrófagos   Aterosclerose   Resposta inflamatória

Resumo

A aterosclerose é uma doença crônica na qual duas características marcantes são observadas: retenção de lipídeos e inflamação. Entender a interação entre as células do sistema imune e as lipoproteínas envolvidas na aterogênese são desafios urgentes, já que as doenças cardiovasculares são a principal causa de morte no mundo. Os macrófagos são vitais para o desenvolvimento das placas ateroscleróticas, bem como para a perpetuação da inflamação nestas lesões. Estas células também estão diretamente envolvidas com a ruptura da placa instável. Recentemente diferentes populações de macrófagos estão sendo identificadas nas lesões de aterosclerose. Embora a presença de macrófagos M2 (macrófagos ativados pela via alternativa, exemplo IL-4) tenha sido identificada, a função destas células na aterosclerose ainda não está definida. Os macrófagos M2 apresentam alta capacidade endocítica, favorecem remodelamento dos tecidos e exercem atividade anti-inflamatória. No entanto, na aterosclerose, especialmente em placas instáveis, se observava intensa atividade inflamatória, acúmulo de debris celulares e intensa degradação do tecido. Assim, é possível que os macrófagos M2 tenham sua função alterada na aterosclerose. Neste projeto iremos avaliar se a presença de LDL oxidado altera o fenótipo e a função dos M2. Para isto, iremos avaliar se a adição da lipoproteína induz 1) apoptose; 2) secreção de citocinas inflamatórias; 3) redução na secreção das citocinas anti-inflamatória; 4) expressão de marcadores de ativação celular e 5) alteração na expressão gênica de moléculas de adesão e de matriz extracelular. Com o desenvolvimento deste projeto, pretendemos melhor compreender se os M2 na presença de LDLox favorecem a resposta inflamatória persistente e se esta população passa a contribuir para a falta de mecanismos anti-inflamatórios eficientes na aterosclerose. Com os resultados obtidos queremos esclarecer a função dos M2 na aterosclerose e os mecanismos envolvidos na patogênese desta doença. (AU)