Busca avançada
Ano de início
Entree

Células tronco mesenquimais derivadas de polpa dentária em combinação com meio condicionado específico: uma nova abordagem terapêutica para a ELA

Processo: 15/14343-2
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de maio de 2016
Vigência (Término): 30 de abril de 2019
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Bioquímica - Biologia Molecular
Pesquisador responsável:Alexander Henning Ulrich
Beneficiário:Yahaira Maria Naaldijk Palma
Instituição-sede: Instituto de Química (IQ). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:12/50880-4 - Células-tronco: dos papéis de receptores de cininas e purinas às aplicações terapêuticas, AP.TEM
Bolsa(s) vinculada(s):17/23604-0 - Análise da interação entre secretoma de células tronco mesenquimais com micróglias em um modelo de esclerose lateral amiotrófica., BE.EP.PD
Assunto(s):Esclerose amiotrófica lateral   Células-tronco mesenquimais   Polpa dentária   Modelos animais

Resumo

Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA), também classificada como um subtipo da Doença do Neurônio Motor, é a mais comum e agressiva doença neurodegenerativa que provoca perda progressiva de neurônios motores no indivíduo, sendo também caracterizada por um quadro de neuroinflamação resultante da ativação de astrócitos e microglias. O aparecimento desses eventos resulta na degeneração completa da função motora e subsequente letalidade. A ELA afeta mais de 400 mil pessoas em todo o mundo e normalmente seu diagnóstico é equivocado e pode ser confundido com outras doenças neurodegenerativas motoras, como a Doença de Parkinson. Não existe cura para a ELA e os tratamentos preventivos apenas aumentam a expectativa de vida em até três meses. Atualmente, diversos ensaios clínicos de terapia celular nas fases I e II vêm utilizando linhagens de células tronco indiferenciadas, como as Células Tronco Mesenquimais (MSCs), porém sem sucesso significativa. As MSCs são células tronco multipotentes que apresentam capacidade de diferenciação em diferentes linhagens celulares (por exemplo, osteócitos, adipócitos e condrócitos). Elas podem ser isoladas a partir de diferentes tecidos, incluindo o tecido adiposo e o tecido e sangue do cordão umbilical, para então serem cultivadas e expandidas ex vivo sem que haja interferências em sua funcionalidade. Dessa forma, a diferenciação de MSCs se mostra uma estratégia interessante para o desenvolvimento de terapias celulares autólogas e alogênicas para o tratamento de doenças neurodegenerativas. Paralelamente, diversos modelos animais mostraram que os resultados positivos do uso de MSCs se devem ao efeito parácrino resultante da secreção de fatores biomoleculares, como microvesículas. Ricas em citocinas, miRNA e mRNA, microvesículas são responsáveis por um efeito ativador em diversos tipos celulares e podem ser obtidas a partir do meio condicionado das MSCs. Além do mecanismo de ação parácrino das MSCs, a diferenciação desse tipo celular em linhagens neuronal/glial tem chamado a atenção da comunidade científica. Uma ótima fonte de MSCs para diferenciação em linhagem neuronal é a polpa dentária, uma vez que esta é originada da crista neural e, portanto, expressa marcadores neuronais específicos sob condições de indiferenciação. O propósito deste estudo é, portanto, combinar 1. O efeito in vivo do transplante de MSCs de polpa dentária no modelo animal de ELA, C9ORF72; 2. O uso de meio condicionado para oferecer o suporte neurotrófico necessário e para reduzir os níveis inflamatórios através da modulação do status de ativação das células gliais in vivo; e 3. A análise detalhada sobre o efeito das repetições C9ORF72 a nível de neurônios motores e de gliose (especialmente em microglias. A eficiência e o sucesso do transplante será determinada a partir dos testes comportamentais e ensaios imunoistoquímicos. A combinação do transplante de MSCs de polpa dentária com a infusão de seu meio condicionado é, portanto, apresentada aqui como um novo mecanismo terapêutico para melhorar o quadro de degeneração de neurônios motores e reduzir a inflamação observada na ELA. (AU)

Publicações científicas (4)
(Referências obtidas automaticamente do Web of Science e do SciELO, por meio da informação sobre o financiamento pela FAPESP e o número do processo correspondente, incluída na publicação pelos autores)
HIRSCH, MAURO MOZAEL; DECKMANN, IOHANNA; SANTOS-TERRA, JULIO; STAEVIE, GABRIELA ZANOTTO; FONTES-DUTRA, MELLANIE; CARELLO-COLLAR, GIOVANNA; KORBES-ROCKENBACH, MARILIA; SCHWINGEL, GUSTAVO BRUM; BAUER-NEGRINI, GUILHERME; RABELO, BRUNA; BITTENCOURT GONCALVES, MARIA CAROLINA; CORREA-VELLOSO, JULIANA; NAALDIJK, YAHAIRA; GECIAUSKAS CASTILLO, ANA REGINA; SCHNEIDER, TOMASZ; BAMBINI-JUNIOR, VICTORIO; ULRICH, HENNING; GOTTFRIED, CARMEM. Effects of single-dose antipurinergic therapy on behavioral and molecular alterations in the valproic acid-induced animal model of autism. Neuropharmacology, v. 167, MAY 1 2020. Citações Web of Science: 0.
OLIVEIRA-GIACOMELLI, AGATHA; NAALDIJK, YAHAIRA; SARDA-ARROYO, LAURA; GONCALVES, MARIA C. B.; CORREA-VELLOSO, JULIANA; PILLAT, MICHELI M.; DE SOUZA, HELLIO D. N.; ULRICH, HENNING. Purinergic Receptors in Neurological Diseases With Motor Symptoms: Targets for Therapy. FRONTIERS IN PHARMACOLOGY, v. 9, APR 10 2018. Citações Web of Science: 4.
CORREA-VELLOSO, JULIANA C.; GONCALVES, MARIA C. B.; NAALDIJK, YAHAIRA; OLIVEIRA-GIACOMELLI, AGATHA; PILLAT, MICHELI M.; ULRICH, HENNING. Pathophysiology in the comorbidity of Bipolar Disorder and Alzheimer's Disease: pharmacological and stem cell approaches. PROGRESS IN NEURO-PSYCHOPHARMACOLOGY & BIOLOGICAL PSYCHIATRY, v. 80, n. A, p. 34-53, JAN 3 2018. Citações Web of Science: 9.
CHEFFER, A.; CASTILLO, A. R. G.; CORREA-VELLOSO, J.; GONCALVES, M. C. B.; NAALDIJK, Y.; NASCIMENTO, I. C.; BURNSTOCK, G.; ULRICH, H. Purinergic system in psychiatric diseases. MOLECULAR PSYCHIATRY, v. 23, n. 1, p. 94-106, JAN 2018. Citações Web of Science: 21.

Por favor, reporte erros na lista de publicações científicas escrevendo para: cdi@fapesp.br.