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Avaliação fenotípica e funcional de células dendríticas inflamatórias e de células T na dermatite atópica do adulto

Processo: 16/14692-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Programa Capacitação - Treinamento Técnico
Vigência (Início): 01 de agosto de 2016
Vigência (Término): 31 de março de 2018
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina
Pesquisador responsável:Valeria Aoki
Beneficiário:Yasmim Álefe Leuzzi Ramos
Instituição-sede: Faculdade de Medicina (FM). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:14/25645-7 - Avaliação fenotípica e funcional de células dendríticas inflamatórias e de células T na dermatite atópica do adulto, AP.R
Assunto(s):Dermatologia   Imunidade inata   Células matadoras naturais   Staphylococcus aureus   Linfócitos T   Dermatite atópica   Células dendríticas

Resumo

A dermatite atópica (DA) é uma doença cutânea inflamatória de caráter crônico, redicivante, onde o prurido intenso e a xerose cutânea são frequentes. A etiopatogenia da DA é multifatorial e é considerada uma doença da barreira cutânea, com alterações relacionadas tanto às suas propriedades físico-químicas, quanto à sua função imunológica. A colonização crônica na DA ocorre pelo Staphylococcus aureus (S. aureus). Toxinas e enterotoxinas desta bactéria, através das vias de imunidade inata ou adquirida, podem agir como perpetuadores da inflamação na enfermidade. Queratinócitos e células dendríticas (DC), presentes na pele, expressam receptores de reconhecimento de padrão molecular associados a patógenos, os toll-like receptors (TLR). Na DA ocorrem alterações na expressão dos TLR, e déficit na produção de peptídeos antimicrobianos, promovendo maior predisposição às infecções cutâneas, principalmente pelo S. aureus. Com relação à imunidade inata, as DC exercem papel relevante na resposta inflamatória da DA, em especial as dendríticas epidérmicas inflamatórias (IDEC), que são encontradas exclusivamente na pele com DA. As células Natural killer (NK), sabidamente com capacidade reguladora de resposta imune, ainda não possuem papel definido na DA. O perfil das DC e das células NK no sangue periférico dos indivíduos com DA, bem como a possível influência da colonização crônica pelo S. aureus nestes tipos celulares, precisam ser mais explorados. Com respeito à imunidade adaptativa na DA, as células Th1 e Th2 já têm seu papel bem definido, enquanto as células Th17 e Th22 ainda apresentam perfil controverso na DA. Portanto, este projeto tem como objetivos principais avaliar nos pacientes adultos com DA tanto a imunidade inata, através das células dendríticas mielóides (mDC) e células Natural killer (NK), quanto a imunidade adaptativa, através das células Th22/CD4+ e Tc22/CD8+, em resposta às enterotoxinas estafilocócicas. Do ponto de vista da resposta inata na DA, as mDC serão analisadas fenotipicamente através da expressão das moléculas de superfície CD11c, HLA-DR, CD83, receptor de alta afinidade por IgE (FcµRI) e receptor scavenger CD36, sendo os dois últimos utilizados como marcadores de células dendríticas epidérmicas inflamatórias (IDEC). Funcionalmente, as mDC serão avaliadas pela expressão intracelular de TNF-±, IFN-³ e IL-10 em células mononucleares do sangue periférico (PBMC) por citometria de fluxo. As IDEC serão ainda caracterizadas em biópsias de pele através imuno-histoquímica. O perfil funcional e fenotípico das células NK estimuladas com ativadores policlonais e enterotoxina estafilocócica B (SEB), será avaliado quanto à expressão de marcadores de ativação celular e secreção de citocinas por citometria de fluxo. A resposta adaptativa na DA será explorada através da avaliação das células Th22 e Tc22 estimuladas com SEA e SEB por citometria de fluxo. Estes parâmetros de imunidade inata e adaptativa, poderão oferecer melhor compreensão da patogênese da dermatite atópica e contribuir para desenvolvimento de futuros alvos terapêuticos.