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Efeitos do treinamento de força com instabilidade sobre os desfechos clínicos, mecanismos espinhais e métricas cerebrais de indivíduos com bloqueio da marcha na Doença de Parkinson

Processo: 16/13115-9
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de outubro de 2016
Situação:Interrompido
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Educação Física
Pesquisador responsável:Carlos Ugrinowitsch
Beneficiário:Carla da Silva Batista
Instituição-sede: Escola de Educação Física e Esporte (EEFE). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Bolsa(s) vinculada(s):18/16909-1 - Efeitos do treinamento de força com instabilidade sobre desfechos clínicos, mecanismos espinhais e métricas cerebrais em indivíduos com bloqueio da marcha na Doença de Parkinson, BE.EP.PD
Assunto(s):Cognição

Resumo

O bloqueio da marcha (BM) na doença de Parkinson (DP) afeta aproximadamente 26% dos indivíduos com moderada DP e 80% dos indivíduos com grave DP sendo uma das razões mais comuns para quedas, dependência, institucionalização e qualidade de vida pobre. Evidências têm demonstrado que o BM é devido à disfunção entre o acoplamento postural (ajuste postural antecipatório [APA]) e componentes locomotores (e.g., passo). Ainda, déficits no controle espinhal e disfunção cognitiva parecem contribuir para os episódios do BM. Assim, estudos deveriam investigar os efeitos de potentes inovadoras intervenções terapêuticas nestes parâmetros, uma vez que intervenções farmacológicas, cirúrgicas e terapêuticas (e.g., uso de pistas externas) não tem sido eficientes em diminuir os episódios de BM, principalmente quando este é avaliado através de uma medida objetiva. Portanto, o objetivo deste estudo controlado e randomizado será analisar os efeitos de 12 semanas do treinamento de força com instabilidade (TFI) nos desfechos clínicos, mecanismos espinhais e métricas cerebrais de indivíduos com BM entre os estágios 3 e 4 da DP. Para tanto, 30 indivíduos (serão testados e treinados no estado "on" da medicação) que atenderão aos critérios de inclusão serão randomizados em dois grupos: grupo controle nenhum exercício físico (GC) e grupo TFI (GTFI). Os dois grupos comparecerão duas vezes por semana, em dias não consecutivos, na academia da Escola de Educação Física e Esporte da USP durante 12 semanas. Enquanto o GC participará de palestras e bingos sobre educação da doença, o GTFI realizará apenas exercícios com complexidade motora (i.e., cinco exercícios progressivos de resistência concomitantemente com progressão de acessórios instáveis). Antes e após as 12 semanas serão avaliados os seguintes desfechos: 1) Clínicos - frequência e duração do BM através de acelerometria da parte inferior do corpo (desfecho primário), parâmetros da marcha (cadência, velocidade, distância, comprimento do passo e variabilidade da marcha), gravidade do BM (escores do New Freezing of Gait Questionaire [NFOG-Q] e da Escala Unificada de Avaliação da Doença de Parkinson parte 14 [UPDRS-14]), amplitude e tempo do ajuste postural antecipatório durante uma tarefa de iniciação do passo na postura bípede sobre a plataforma de força, atenção e velocidade de processamento (escore do Digit Symbol Substitution Test), função executiva (escore do Trail Making Test) e qualidade de vida (escore do Questionário da Doença de Parkinson [PDQ-39]); 2) Mecanismos Espinhais - níveis de inibições pré-sináptica e recíproca durante uma tarefa de iniciação do passo na postura bípede sobre a plataforma de força; 3) Métricas Cerebrais - intensidade do sinal BOLD (contraste dependente dos níveis de oxigenação do sangue - Blood Oxygenation Level Dependent) e conectividade funcional de áreas corticais e subcorticais durante uma tarefa de elevação da perna simulando o passo na ressonância magnética funcional. Análises estatísticas apropriadas serão conduzidas para verificar a eficácia do TFI nos desfechos clínicos, mecanismos espinhais e métricas cerebrais.

Publicações científicas
(Referências obtidas automaticamente do Web of Science e do SciELO, por meio da informação sobre o financiamento pela FAPESP e o número do processo correspondente, incluída na publicação pelos autores)
SILVA-BATISTA, CARLA; DE OLIVEIRA LIRA, JUMES LEOPOLDINO; DAVID, FABIAN J.; CORCOS, DANIEL M.; TAVARES MATTOS, EUGENIA CASELLA; COELHO, DANIEL BOARI; DE LIMA-PARDINI, ANDREA C.; TORRIANI-PASIN, CAMILA; DE FREITAS, TATIANA BELINE; UGRINOWITSCH, CARLOS. Short-term resistance training with instability reduces impairment in V wave and H reflex in individuals with Parkinson's disease. Journal of Applied Physiology, v. 127, n. 1, p. 89-97, JUL 2019. Citações Web of Science: 0.

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