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Investigação dos mecanismos imunológicos envolvidos na resistência à imunossupressão a longo termo na sepse pediátrica

Processo: 18/23079-5
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Estágio de Pesquisa - Doutorado
Vigência (Início): 01 de março de 2019
Vigência (Término): 29 de fevereiro de 2020
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Imunologia - Imunologia Aplicada
Pesquisador responsável:Fernando de Queiroz Cunha
Beneficiário:David Fernando Colon Morelo
Supervisor no Exterior: Bernardo Simões Franklin
Instituição-sede: Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil
Local de pesquisa : Universität Bonn, Alemanha  
Vinculado à bolsa:16/11405-0 - Mecanismos imuno-moleculares envolvidos na resistência ao desenvolvimento da imunossupressão na sepse neonatal, BP.DR
Assunto(s):Imunorregulação   Linfócitos T reguladores   Sepse   Crianças   Pediatria

Resumo

A sepse é uma disfunção multiorgânica potencialmente mortal causada pela desregulação da resposta do hospedeiro a uma infeção. Pacientes sobreviventes à sepse comumente desenvolvem uma imunossupressão tardia a qual esta associada com o incremento da susceptibilidade á infeções secundárias. Os mecanismos envolvidos neste estado de imunossupressão incluem o incremento na produção da IL-33 no tecido pulmonar e no lavado bronco alveolar (LBA) e a expansão dos macrófagos do tipo M2 assim como das células T reguladoras (Tregs). Dados preliminares do nosso laboratório demostram que pacientes pediátricos sobrevivente à sepse não desenvolvem imunossupressão após sepse. Estas observações sugerem que a imunossupressão induzida pela sepse poderia ser influenciada pela idade. Nós temos encontrado que está "resistência" estava associada com a redução na expressão dos genes Foxp3 e Tgfb1 no baço de animais infantes e a redução na expansão e na capacidade proliferativa das células Tregs quando comparadas com as células Tregs isoladas de indivíduos adultos sobreviventes. Ainda, nós verificamos que a inabilidade das células Tregs dos infantes para se expandir estava relacionada com a menor manutenção da estabilidade de Foxp3. As modificações epigenéticas, tais como a desmetilação do DNA no locus Foxp3 pela enzima DNA metiltransferase 1 (Dnmt1), possui um importante papel na estabilidade da expressão do Foxp3 e consequentemente na estabilização da linhagem das células Tregs. Neste sentido, nós encontramos que animais adultos pós sépticos, mas não os infantes, mostraram significativa redução na expressão da Dnmt1 no baço, sugerindo o papel não apreciado das modificações epigenéticas na imunoparalisia induzida pela sepse. Posteriormente, nós demostramos que o eixo IL-33/Macrófagos do perfil M2, o qual é induzido na fase aguda da sepse, é um fator determinante para o desenvolvimento da imunossupressão nos indivíduos adultos. Portanto, nós investigamos o papel do IL-33/Macrófagos do perfil M2 em indivíduos infantes pós sépticos. Nós verificamos que animais infantes sobreviventes à sepse possuem uma significativa redução na expansão dos macrófagos do perfil M2 (F4/80+CD206+), os qual esteve associado com a produção prejudicada da IL-33. Finalmente, em uma coorte de pacientes pós sépticos nos encontramos que, contrario dos sobreviventes adultos, os níveis séricos da IL-33 e a expansão periférica das células Tregs não mudaram em pacientes pediátricos sobreviventes. Nós, portanto, propomos investigar: 1.Quais são as fontes celulares da IL-33 que mantem o repertorio de macrófagos do perfil M2 que levam à imunossupressão em animais adultos sobreviventes à sepse? 2.Quais são os mecanismos envolvidos na redução na estabilidade das células T reguladoras? 3.Qual é o impacto da reduzida estabilidade das Tregs na imunossupressão induzida pela sepse em animais infantes? 4.Como as modificações epigenéticas no locus Foxp3 estão envolvidas em este fenômeno? Consequentemente, o principal objetivo de este projeto é investigar os mecanismos moleculares envolvidos na resistência à imunossupressão a longo termo na sepse pediátrica. Este projeto revelará novos mecanismos envolvidos na imunossupressão após sepse e permitirá o descobrimento de novos possíveis alvos terapêuticos para tratar a imunossupressão induzida pela sepse.

Matéria(s) publicada(s) na Agência FAPESP sobre a bolsa:
Mecanismo que torna crianças mais suscetíveis à sepse é descoberto 
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