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Papel da inter-relação intestino-pâncreas na manutenção da homeostase glicêmica de camundongos obesos submetidos à gastrectomia vertical: uma abordagem molecular e funcional

Processo: 19/00728-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de novembro de 2019
Vigência (Término): 31 de outubro de 2021
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Fisiologia - Fisiologia de Órgãos e Sistemas
Pesquisador responsável:Everardo Magalhães Carneiro
Beneficiário:Gabriela Moreira Soares
Instituição-sede: Instituto de Biologia (IB). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:13/07607-8 - CMPO - Centro Multidisciplinar de Pesquisa em Obesidade e Doenças Associadas, AP.CEPID
Assunto(s):Intestinos   Pâncreas   Homeostase   Gastrectomia   Cirurgia bariátrica   Obesidade   Diabetes mellitus tipo 2   Glicemia   Modelos animais

Resumo

A Obesidade atingiu proporções pandêmicas e está associada a inúmeras complicações, incluindo resistência à insulina e Diabetes Mellitus tipo 2. Um dos mecanismos responsáveis por essa relação é o estado inflamatório sistêmico e, recentemente as alterações inflamatórias e imunológicas intestinais têm sido investigadas como um elo entre a Obesidade e a resistência à insulina. Diversas estratégias vêm sendo utilizadas no tratamento da Obesidade e do processo inflamatório associado a ela, dentre as quais, destacam-se as cirurgias bariátricas do tipo restritivas, como a Gastrectomia Vertical (GV). A GV apresenta efeitos benéficos sobre o peso corporal e o metabolismo da glicose em humanos e modelos de experimentação animal, mediados em parte, pelo aumento na concentração de incretinas. Este tipo de procedimento influencia a função das células beta pancreáticas e a secreção de insulina, efeito relacionado com a manutenção da homeostase glicêmica. Contudo, ainda não está claro como esta nova condição orgânica leva a uma readaptação hormonal sobre a inter-relação intestino-pâncreas, com mudanças nos níveis de alguns hormônios como o FGF15/19, GLP-1 e insulina. Neste contexto, o hormônio intestinal FGF15/19 tem ganhado destaque, uma vez que está relacionado com a regulação do metabolismo lipídico e glicídico. Porém, os mecanismos moleculares e funcionais relacionados com as ações do FGF15/19 após a cirurgia e sua relação com a homeostase glicêmica ainda não foram estudados. Neste projeto, propomos investigar os mecanismos moleculares e funcionais envolvidos no controle dos efeitos benéficos da GV sobre a homeostase glicêmica, com enfoque na inter-relação intestino-pâncreas, via FGF15/19. Além disso, identificar possíveis novas moléculas envolvidas nesse contexto, com foco na estabilidade glicêmica. (AU)