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Nanodispositivos superparamagnéticos carreadores de oxigênio singlete para a multiterapia do câncer

Processo: 19/24602-6
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de fevereiro de 2020
Vigência (Término): 31 de janeiro de 2021
Área do conhecimento:Ciências Exatas e da Terra - Física - Física da Matéria Condensada
Pesquisador responsável:Éder José Guidelli
Beneficiário:Isabella Nevoni Ferreira
Instituição-sede: Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil
Assunto(s):Física médica   Neoplasias   Hipertermia   Fármacos fotossensibilizantes   Radioterapia   Nanopartículas   Terapia fotodinâmica

Resumo

O câncer é uma patologia composta por uma sociedade tecidual complexa que vem acometendo cada dia mais pacientes. Diante deste cenário, encontra-se a necessidade de incluir e aprimorar tratamentos a fim de reduzir a quantidade de pacientes que vão a óbito devido à esta doença. Dentre as modalidades de tratamento mais utilizadas está a radioterapia. Combinado com o tratamento de radioterapia, sugere-se a hipertermia magnética, a qual faz uso do aquecimento tumoral utilizando campos magnéticos alternados e nanopartículas superparamagnéticas, aumentando a eficácia da radioterapia. A terapia fotodinâmica pode também ser utilizada em combinação com a radioterapia. Nesse caso, um fotossensibilizador quando exposto à luz UV-visível produz espécies reativas de oxigênio, como o oxigênio singlete que, por sua vez, causam dano celular. Devido a baixa penetração da luz visível nos tecidos biológicos, a terapia fotodinâmica está limitada a tumores superficiais. Assim, o uso de nanodispositivos superparamagnéticos carreadores de oxigênio singlete poderia superar esse problema, levando tal espécie reativa para dentro de células tumorais profundas. Neste projeto, serão desenvolvidos nanodispositivos consistindo de um núcleo superparamagnético recoberto com compostos aromáticos para aplicações multiterapêuticas do câncer. O recobrimento aromático terá a função de aprisionar o oxigênio singlete, liberando-o de forma controlada durante o processo de hipertermia magnética. Quando liberado, o oxigênio singlete pode reagir diretamente com bases de DNA danificando-as, além de possibilitar que as células tumorais deixem de estar hipóxicas, diminuindo a radiorresistência das mesmas, aumentando o dano biológico no tecido tumoral e, consequentemente, a eficácia do tratamento de radioterapia. Fica evidente portanto que esses nanodispositivos multifuncionais possibilitariam a combinação da radioterapia com a terapia fotodinâmica e hipertermia magnética.