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Neuroplasticidade no complexo basolateral da amígdala e no circuito de ansiedade e memória de extinção mediada pelos glicocorticóides via GR

Processo: 18/15982-7
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado Direto
Vigência (Início): 01 de março de 2020
Vigência (Término): 31 de julho de 2022
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Farmacologia - Neuropsicofarmacologia
Pesquisador responsável:Carolina Demarchi Munhoz
Beneficiário:Letícia Morais Bueno de Camargo
Instituição-sede: Instituto de Ciências Biomédicas (ICB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Glucocorticoides   Plasticidade neuronal   Complexo nuclear basolateral da amígdala   Ansiedade   Memória   Estresse

Resumo

Frente à crescente ocorrência de fatores estressantes na vida cotidiana, principalmente de grandes cidades, o aumento na incidência de transtornos de ansiedade - como ansiedade generalizada e TEPT - e depressão têm atraído crescente atenção de órgãos como a Organização Mundial da Saúde (OMS). Assim, aumenta-se também a demanda por estudos que investiguem os mecanismos neurobiológicos envolvidos nesses transtornos. Em modelos murinos, estresse agudo de contenção por 1 hora ou administração aguda de corticosterona (CORT) promove comportamento do tipo ansioso após 10 dias em decorrência da remodelagem dendrítica no complexo basolateral da amígdala (BLA). Em meu trabalho de Iniciação Científica (FAPESP 2016/21559-4), pudemos observar que o aparecimento desse comportamento ocorre preferencialmente através das ações genômicas do receptor de glicocorticoides (GR) nesta estrutura. Dados da literatura e do nosso grupo apontam que aumentos nas concentrações de CORT aumentam a consolidação de memórias de cunho emocional, como no condicionamento e na extinção, porém de maneira tempo-dependente tornando a neuroplasticidade subsequente ao aumento desses hormônios um importante ponto de estudo. Tanto a ansiedade quanto a consolidação de memórias aversivas e de extinção são controladas por circuitos neurais compostos pelo BLA e suas projeções aferentes e eferentes com o córtex pré-frontal medial (mPFC) e o hipocampo. Estudos mostram que após sessão de estresse agudo, os GCs via GR aumentam o tráfego de AMPA e NMDA nas membranas pré-sinápticas nessas estruturas. Assim, para determinar se a neuroplasticidade no BLA e em estruturas com as quais este se comunica, como mPFC e hipocampo, envolvida na memória de extinção ocorre por ação dos GCs via GR, propomos neste projeto bloquear as projeções dessas estruturas para o BLA via constructos virais durante o protocolo de extinção. Da mesma forma, analisaremos a modulação exercida pelos GCs via GR na sinalização glutamatérgica no BLA e sua implicação no desenvolvimento do déficit de aquisição e extinção de memórias aversivas induzido por estresse agudo. (AU)