| Processo: | 19/00908-9 |
| Modalidade de apoio: | Auxílio à Pesquisa - Regular |
| Data de Início da vigência: | 01 de junho de 2019 |
| Data de Término da vigência: | 30 de novembro de 2021 |
| Área do conhecimento: | Ciências Biológicas - Farmacologia - Neuropsicofarmacologia |
| Pesquisador responsável: | Carolina Demarchi Munhoz |
| Beneficiário: | Carolina Demarchi Munhoz |
| Instituição Sede: | Instituto de Ciências Biomédicas (ICB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil |
| Município da Instituição Sede: | São Paulo |
| Pesquisadores associados: | Fernando Rodrigues de Moraes Abdulkader ; Leonardo Santana Novaes ; Niels Olsen Saraiva Câmara ; Nilton Barreto dos Santos |
| Assunto(s): | Transtornos de ansiedade Transtornos de estresse pós-traumáticos Sistema nervoso central Complexo nuclear basolateral da amígdala Glucocorticoides Excitação neurológica Dinâmica mitocondrial |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Amígdala | ansiedade | estresse | extinção | função mitocondrial | glicocorticóide | Neuroimunofarmacologia |
Resumo
Transtornos emocionais relacionados a sintomas de ansiedade são comuns dentre os relatados na clínica psiquiátrica e ganham importância em trabalhos científicos devotados ao estresse. Além dos sintomas persistentes de ansiedade, o prejuízo no processo de extinção do medo aprendido está em estrita associação com os sintomas apresentados por pacientes com o transtorno de estresse pós-traumático, uma das mais debilitantes patologias associadas ao estresse. A amígdala, mais precisamente o complexo basolateral (BLA), é uma estrutura encefálica essencial para manifestações comportamentais de caráter emocional, incluindo medo e ansiedade. Nos últimos anos, uma série de estudos vem sugerindo um papel mais amplo para a mitocôndria além daquele relacionado à produção de energia na célula. Desta maneira, esta organela está deixando de ser associada apenas ao controle do metabolismo energético e vem ganhando protagonismo em funções como homeostasia cerebral, neuroplasticidade e na adaptação ao estresse. Apesar dos avanços, estudos apontam para a necessidade de compreender a relação entre estresse, hiperexcitabilidade dos neurônios do BLA, e, agora, a função mitocondrial, com o aparecimento de transtornos de humor associados ao estresse, como a ansiedade e o déficit de extinção da memória aversiva. Desta forma, considerando o papel dos glicocorticoides na resposta de estresse e seus efeitos rápidos e duradouros (plásticos) no sistema nervoso central, o estudo destes mecanismos mostra-se particularmente relevante para o entendimento de patologias relacionadas ao medo e à ansiedade. Com base no exposto, os objetivos desse projeto são 1) modular, por meio de vetores virais, a excitabilidade neuronal no BLA associada (HSV-GRE-Sk2) ou não (SK2-HSV) ao aumento da atividade genômica do receptores de glicocorticoides para verificar se tanto a ansiedade quanto o déficit de extinção da memória de medo tardios desencadeados por estresse agudo são dependentes desses eventos e se os mesmos modificam a intercomunicação com outras estruturas igualmente importantes para os fenômenos comportamentais, como o córtex pré-frontal medial e o hipocampo; 2) entender se há alguma alteração na função mitocondrial das células do BLA cuja atividade eletrofisiológica foi modificada pelo estresse e 3) se a modulação da função mitocondrial dos neurônios do BLA modifica o curso das respostas comportamentais associadas ao estresse. Acreditamos que este projeto avança grandemente no entendimento de transtornos associados ao estresse, podendo oferecer substratos estruturais e moleculares como alvos terapêuticos e mais ainda, a identificação de biomarcadores que ajudariam a prever os prognósticos de desses males, como por exemplo, o transtorno de estresse pós-traumático. (AU)
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