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Linfopenia em pacientes com Esclerose múltipla tratados com dimetil fumarato (Tecfidera): estudo do papel da IL-2 na proliferação de linfócitos de pacientes em tratamento

Processo: 20/03558-6
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de julho de 2020
Vigência (Término): 30 de junho de 2021
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica
Pesquisador responsável:Leonilda Maria Barbosa dos Santos
Beneficiário:Rodrigo Miranda de Carvalho
Instituição-sede: Instituto de Biologia (IB). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:14/26431-0 - Esclerose múltipla, estudo clínico, neuropsicológico, imunológico, biomarcadores e novas drogas modificadoras da doença, AP.TEM
Assunto(s):Neurologia   Esclerose múltipla   Autoimunidade   Linfócitos B   Linfócitos T   Linfopenia   1-Alquil-2-acetilglicerofosfocolina esterase   Estudo clínico

Resumo

As duas últimas décadas foram marcadas por um relevante avanço no tratamento da esclerose múltipla (EM). A chegada dos anticorpos monoclonais quiméricos, humanizado e atualmente totalmente humanos veio contribuir para a tentativa de deter o avanço da EM. No entanto, devido a uma série de problemas nem todos os pacientes aderem aos tratamentos injetáveis e infusionais. Portanto, nos últimos anos há um investimento no tratamento da EM por via oral. O dimetil fumarato (Tecfidera) é um fármaco de administração oral, aprovado para o tratamento da forma surto/remissão da EM, utilizado como tratamento de primeira linha em vários países, e está sendo introduzido no Brasil. Além dos efeitos benéficos descritos pelo tratamento com o DMF, alguns efeitos adversos como transtorno gastrointestinal e linfopenia também foram observados. A linfopenia é um aspecto importante, pois infecção com o vírus JC foi descrita para os pacientes com EM que apresentaram esse efeito colateral. Alguns mecanismos podem explicar a linfopenia após o tratamento com o DMF como: indução de apoptose dos linfócitos e defeito na resposta proliferativa dessas células. A Interleucina 2 (IL-2), entre outras funções, é importante na resposta proliferativa de linfócitos. A produção deficiente dessa citocina ou deficiente expressão receptores para IL-2 pode explicar, pelo menos em parte, a reduzida resposta proliferativa dos linfócitos. Nesse estudo, é nosso objetivo estudar se a linfopenia observada em alguns pacientes após o tratamento com o DMF, se deve à deficiente função da IL-2.