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Avaliação do potencial imunomodulador de polissacarídeos isolados de microalgas

Processo: 21/13969-6
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de março de 2022
Vigência (Término): 31 de dezembro de 2023
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Ciência e Tecnologia de Alimentos - Ciência de Alimentos
Pesquisador responsável:João Roberto Oliveira do Nascimento
Beneficiário:Leandro Almeida Domiciano de Andrade
Instituição-sede: Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:13/07914-8 - FoRC - Centro de Pesquisa em Alimentos, AP.CEPID
Assunto(s):Química de alimentos   Bioatividade   Microalgas   Polissacarídeos   beta-Glucanas   Macrófagos

Resumo

Alguns Polissacarídeos do tipo Não-Amido (PNA), que não são digeridos e constituem a fibra alimentar, podem modular a função imune e contribuir para a manutenção da saúde. Apesar de muitos PNA serem metabolizados pela microbiota intestinal, alguns podem interagir diretamente com receptores de reconhecimento padrão (PRR) de células imunes intestinais, os quais reconhecem estruturas moleculares que remetem a patógenos. Assim, essas macromoléculas podem atuar como modificadores de resposta biológica (BRM), ou seja, ativar o sistema imune por meio de células apresentadoras de antígenos, como os macrófagos, nos quais são induzidas respostas como o aumento da produção de citocinas e quimiocinas, espécies reativas de oxigênio (ROS) e nitrogênio e da capacidade fagocítica. Atividades imunomoduladoras de vários tipos de PNA já foram demonstradas, porém, pouco se sabe sobre o potencial imunomodulador dos polissacarídeos de microalgas. As microalgas são organismos eucarióticos unicelulares com capacidade fotossintetizante que se desenvolvem em ambientes aquáticos doces ou salinos. Seu cultivo tem despertado interesse por constituir tecnologia limpa que possibilita o tratamento de rejeitos e resíduos, e também por proporcionar a geração de produtos e subprodutos de alto valor nutricional a partir do alto rendimento de biomassa sem o emprego de energia elétrica e com uso de água não potável. Além disso, os polissacarídeos de microalgas são de grande de interesse tecnológico, uma vez que podem ser empregados na formulação de alimentos para atuar como antiaglutinantes, agentes de corpo, emulsificantes e gelificantes, dentre outras funções. Por outro lado, o conhecimento sobre o seu potencial imunomodulador é limitado e há uma grande diversidade de microalgas ainda inexplorada. Assim, o objetivo da proposta é extrair, purificar e caracterizar polissacarídeos não-amido de microalgas e avaliar sua ação imunomoduladora em cultivos de macrófagos. Para isso, serão conduzidos cultivos de microalgas em foto-biorreator para obtenção de biomassa, seguido de purificação dos PNA e caracterização das unidades monossacarídicas e de ligações químicas. Na sequência, os polissacarídos serão tratados para remoção de endotoxinas e realizados ensaios de viabilidade celular para estabelecer dosagens adequadas dos PNA para os testes, que consistirão em dosagem de citocinas nos sobrenadantes dos cultivos celulares, dosagem indireta da produção de óxido nítrico nos sobrenadantes dos cultivos celulares e ensaios de fagocitose na presença e ausência das frações polissacarídicas. Ao final do projeto é esperada a identificação de polissacarídeos originados de microalgas capazes de modular a função de macrófagos, o que poderá contribuir para valorizar a exploração desses microrganismos visando a obtenção de insumos alimentícios de interesse tecnológico e funcional. (AU)

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