| Processo: | 21/08157-2 |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Brasil - Mestrado |
| Data de Início da vigência: | 01 de agosto de 2022 |
| Data de Término da vigência: | 30 de novembro de 2023 |
| Área de conhecimento: | Ciências Humanas - História - História Moderna e Contemporânea |
| Pesquisador responsável: | Raquel Gryszczenko Alves Gomes |
| Beneficiário: | Bruna Perrotti |
| Instituição Sede: | Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil |
| Assunto(s): | Mulheres Guerra Argélia |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Guerra de Independência da Argélia | Mulheres | testemunhos | História da África Contemporânea |
Resumo A Guerra de Independência da Argélia, ou a Revolução Argelina, é um marco nahistória contemporânea do século XX. Após buscarem sem sucesso soluções diplomáticas elegislativas para garantir melhores condições de vida, direitos e autonomia, surge como soluçãopara as forças independentistas a resistência armada - o engajamento feminino se dá desde oprincípio dos conflitos. O objetivo dessa pesquisa é revisitar a história da participação dasmulheres na Guerra de Independência da Argélia a partir de seus próprios testemunhos,investigando como o ato de testemunhar, ao reacessar a memória da guerra pela perspectiva feminina abriu possibilidades à reivindicação de direitos pelas mulheres. Na imprensa revolucionária, acompanhamos a trajetória da historiadora e romancista Assia Djebarque colhe testemunhos de mulheres combatentes e refugiadas da guerra entre 1958 e 1959. Adespeito das críticas que pautavam a unidade do movimento, Djebar não deixa de afirmar, já desdeesse momento, os direitos das mulheres argelinas. Aqui, além de sua coluna no jornal ElMoudjahid (1959), analisaremos seu segundo romance de guerra Les Alouettes Naives (1967),inspirado nos testemunhos colhidos. Já nos tribunais de Argel e de Paris, acompanhamos o casode Djamila Boupacha (1962), através da obra testemunho que leva seu nome como título; amilitante processou o Estado colonial francês, berço dos Direitos do Homem, que recorria agoraa tortura para extrair confissões. Por fim, propomos a análise da obra Des femmes dans la guerre d'Agérie (1994) que traz trinta entrevistas colhidas por Djamila Amrane. Em um momento emque são os direitos das mulheres no estado pós-colonial que estão em jogo, a ex-combatente ehistoriadora afirma, a partir de testemunhos cruzados com estatísticas, uma maior participaçãodas mulheres nos conflitos do que aquela reconhecida até então. | |
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