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Análise do efeito oncolítico do ZIKV em células de glioblastoma resistentes a temozolomida

Processo: 23/02209-6
Modalidade de apoio:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de junho de 2023
Vigência (Término): 28 de fevereiro de 2025
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Genética - Genética Humana e Médica
Pesquisador responsável:Oswaldo Keith Okamoto
Beneficiário:Isabela Fonseca de Oliveira Granha
Instituição Sede: Instituto de Biociências (IB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:13/08028-1 - CEGH-CEL - Centro de Estudos do Genoma Humano e de Células-Tronco, AP.CEPID
Assunto(s):Glioblastoma   Temozolomida   Vírus Zika
Palavra(s)-Chave do Pesquisador:Fatores de Pluripotência | glioblastoma | Temozolomida | Zika vírus | Terapias avançadas em tumores do Sistema Nervoso Central

Resumo

O glioblastoma (GBM) é um tumor que afeta indivíduos adultos extremamente agressivo. Devido a isso, a sobrevida média dos pacientes é estimada em apenas 15 meses. O tratamento padrão consiste em ressecção cirúrgica do tumor seguida de radio e quimioterapia com temozolomida (TMZ). Apesar disso, o tumor é altamente recorrente. Tal padrão é em parte explicado devido à resistência que as células-tronco do GBM (GSC) adquirem ao tratamento com o quimioterápico, aumentando a agressividade tumoral. Dessa forma, novas alternativas terapêuticas estão sendo exploradas. Dentre elas, a viroterapia, que consiste em utilizar vírus de RNA ou DNA modificados geneticamente ou não para o tratamento de tumores, tem apresentado resultados promissores. Dentro dessa perspectiva, o vírus da Zika (ZIKV), que possui tropismo para células do sistema nervoso central, demonstrou atividade oncolítica contra diversos tumores localizados neste sítio anatômico, em especial o GBM. Curiosamente, revisando a literatura observamos que marcadores e vias que contribuem para a geração e manutenção do fenótipo de resistência das GSC ao TMZ também são afetadas pela infecção com ZIKV. Mais especificamente, as vias Wnt/²-catenina, Hippo/YAP/TAZ e os marcadores SOX2, AXL e EZH2 relacionam-se com a resistência ao quimioterápico e também modulam a infecção por ZIKV. Dessa maneira, hipotetizamos que tais alvos interagem para gerar e aumentar a resistência ao TMZ bem como determinar a susceptibilidade à infecção por ZIKV. Além disso, acreditamos que células com maior resistência ao TMZ possam ser mais sensíveis à infecção por ZIKV. Por isso, objetivamos investigar, no contexto de linhagens de GBM com resistência ao TMZ, a relação dos marcadores ²-catenina, YAP/TAZ, SOX2, AXL e EZH2 com o fenótipo de resistência ao quimioterápico e também com a susceptibilidade à infecção por ZIKV. Destacamos que não há estudos publicados buscando responder a essa questão.

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