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Prospecção da atividade anti-inflamatória de Eugenia leitonii D. Legrand, uma fruta nativa Brasileira

Texto completo
Autor(es):
Josy Goldoni Lazarini
Número total de Autores: 1
Tipo de documento: Dissertação de Mestrado
Imprenta: Piracicaba, SP.
Instituição: Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Faculdade de Odontologia de Piracicaba
Data de defesa:
Membros da banca:
Pedro Luiz Rosalen; Patricia Correa Dias; Bruno Bueno Silva
Orientador: Pedro Luiz Rosalen
Resumo

Na busca por substâncias alternativas com atividade biológica, as espécies frutíferas nativas do Brasil demonstram potencial funcional, devido principalmente à presença de compostos fenólicos como flavonoides e antocianinas que apresentam em sua composição. Estudos realizados pelo nosso grupo de pesquisa relataram partes (semente, folha e polpa) das espécies de Eugenia (E. brasiliensis, E. uniflora, E. leitonii e E. myrcianthes) exibiram atividades antioxidante e anti-inflamatória. Em adição, a semente da espécie E. leitonii exibiu o melhor efeito na inibição da migração de neutrófilos na cavidade peritoneal em camundongos. Desta forma, dando continuidade à investigação de frutas nativas brasileiras pouco exploradas, os objetivos deste estudo foram avaliar a atividade anti-inflamatória, mecanismo(s) de ação e o perfil fitoquímico do extrato de sementes de Eugenia leitonii. O extrato hidroetanólico (80:20, v/v) da semente de E. leitonii (EL) foi avaliado por meio dos testes de viabilidade celular, determinação de mediadores inflamatórios (TNF- ?, IL-1? and CXCL2/MIP-2) e ativação de NF-?B em células RAW 264.7. O extrato de EL também foi avaliado in vivo, quanto aos níveis de mediadores inflamatórios (TNF- ?, IL-1? and CXCL2/MIP-2) no lavado peritoneal; ensaio de migração de neutrófilos induzido por carragenina; avaliação da expressão de moléculas de adesão (ICAM-1) e rolamento (P-selectina) no endotélio vascular e edema de pata induzido por carragenina. Por fim, foi quantificado o conteúdo total de compostos fenólicos e identificados por LC-MS/MS. Os resultados mostraram que o extrato de EL não alterou a viabilidade celular significativamente (P > 0,05) nas concentrações de 0,02 a 200 µg mL-1; em 200 µg mL-1 reduziram os níveis de TNF-? e CXCL2/MIP-2 e a ativação de NF-?B em células RAW 264.7 (P < 0,05). Os camundongos tratados via oral na dose de 300 mg kg-1 com extrato de EL apresentaram reduções significativas dos níveis de TNF-? e CXCL2/MIP-2, também apresentaram diminuições nas expressões das moléculas de adesão (ICAM-1) e rolamento (P-selectinas) comparados ao controle negativo carragenina (P < 0,05). Os animais tratados nas doses de 30, 100 e 300 mg kg-1 tiveram reduções na migração de neutrófilos induzido por carragenina comparado ao controle carragenina (P < 0,05) e finalmente, os animais tratados oralmente com o extrato de EL na dose de 300 mg kg-1 apresentaram redução máxima no ensaio de edema de pata induzido por carragenina na 3ª hora (64 %), comparado ao controle carragenina (P < 0,05). O extrato de EL apresentou um total de 158,74 ± 3,5 mg AG/g e foram identificados compostos fenólicos como flavonoides e antocianinas, por meio da análise de LC-MS/MS. Assim, essa espécie genuinamente brasileira encontrada na mata atlântica, um ecossistema ameaçado, demonstrou ser uma promissora fonte de compostos bioativos com potencial anti-inflamatório, atuando sobre vias de mediadores inflamatórios envolvendo moléculas de adesão e rolamento, e demonstrou efeito anti-edematogênico no edema de pata. O extrato de EL exibiu um teor de compostos fenólicos (flavonoides e antocianinas) maior do que aos frutos tradicionais, e que podem estar relacionados com o efeito anti-inflamatório observado possibilitanto seu uso no enriquecimento de alimentos (AU)

Processo FAPESP: 13/26251-0 - Prospecção de atividade anti-inflamatória em espécies frutíferas nativas do Brasil
Beneficiário:Josy Goldoni Lazarini
Modalidade de apoio: Bolsas no Brasil - Mestrado