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Farinha de algas marinhas (schizochytrium sp.) na alimentação de cordeiros confinados: desempenho, digestibilidade e qualidade da carcaça e da carne

Texto completo
Autor(es):
Thiago Henrique Borghi
Número total de Autores: 1
Tipo de documento: Tese de Doutorado
Imprenta: Jaboticabal. 2018-04-12.
Instituição: Universidade Estadual Paulista (Unesp). Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias. Jaboticabal
Data de defesa:
Orientador: Américo Garcia da Silva Sobrinho
Resumo

Objetivou-se avaliar o desempenho, a digestibilidade dos nutrientes, os parâmetros quantitativos da carcaça e os qualitativos e sensoriais da carne de cordeiros Ile de France terminados em confinamento, recebendo dietas com crescentes inclusões de farinha de algas marinhas. Foram utilizados 32 cordeiros não castrados com aproximadamente 60 dias de idade e 20 ± 0,2 kg de peso corporal, alojados em baias individuais e abatidos aos 35,0 ± 0,2 kg. Os tratamentos foram compostos por quatro dietas: D0- silagem de milho + concentrado sem farinha de algas; D2- silagem de milho + concentrado + 2% de farinha de algas; D4- silagem de milho + concentrado + 4% de farinha de algas e D6- silagem de milho + concentrado + 6% de farinha de algas. A relação volumoso:concentrado foi 40:60, compondo dietas com semelhantes teores proteicos (15%) e energéticos (3,3 Mcal de energia digestível/kg de matéria seca). Os dados foram avaliados num delineamento experimental inteiramente casualizado, com quatro tratamentos e oito repetições. Os resultados foram submetidos à análise de variância e regressão, com os graus de liberdade desdobrados em efeitos linear, quadrático e cúbico. As inclusões de farinha de algas marinhas influenciaram (P<0,05) o consumo de nutrientes, com efeito linear decrescente para matéria seca (MS), matéria orgânica (MO), proteína bruta (PB), fibra insolúvel em detergente neutro (FDN), fibra insolúvel em detergente ácido (FDA) e energia bruta (EB), e crescente para a fração EE (extrato etéreo). Da mesma forma, a digestibilidade dos nutrientes foi influenciada (P<0,05) pelas inclusões de farinha de algas marinhas, com efeito linear decrescente para as variáveis MS, MO, FDN, FDA, CHOT e CNF. A digestibilidade da fração EE apresentou efeito (P<0,05) linear crescente e a PB, efeito (P<0,05) quadrático. O peso do fígado dos animais aumentou (P<0,05) linearmente. As medidas das papilas ruminais dos cordeiros diminuíram (P<0,05) com as inclusões de farinha de algas marinhas nas dietas. Na avaliação do desempenho, foram observados efeitos (P<0,05) lineares crescente para dias de confinamento (DC) e decrescente para ingestão de matéria seca (IMS) e ganho médio diário de peso (GMDP). A conversão alimentar (CA) dos cordeiros não foi alterada (P>0,05). Os rendimentos da carcaça e dos cortes comerciais, as perdas por resfriamento e as medidas do músculo longissimus não foram alteradas (P>0,05). Não foram observadas diferenças significativas para as características físico-químicas da carne dos cordeiros. Na análise sensorial, houve efeito (P<0,05) linear decrescente para os atributos odor, sabor e na intenção de compra dos consumidores. As inclusões de farinha de algas marinhas nas dietas não alteraram (P>0,05) a composição centesimal da carne dos cordeiros. Foram observados efeitos (P<0,05) lineares decrescente no teor de colesterol e crescente para a oxidação lipídica da carne dos animais. No perfil de ácidos graxos houve aumento (P<0,05) na concentração dos ácidos 16:0, 17:0, 18:1 n-7, 18:2 c9t11, 20:5 n-3 e 22:6 n-3 e redução dos ácidos graxos 18:0, 18:1 n-9 e 18:2 n-6. As concentrações de ácidos graxos monoinsaturados (AGMI), ácidos graxos poli-insaturados (AGPI) e as relações AGMI:AGS e AGPI:AGS apresentaram efeito (P<0,05) quadrático. Houve efeitos (P<0,05) linear decrescente no total de ácidos graxos n-6 e quadrático para os da família n-3 e na relação n-6:n-3. A atividade das enzimas dessaturase 16 diminuiu (P<0,05) linearmente. Foi observado efeito quadrático (P<0,05) para a atividade da enzima elongase, nos índices de aterogenicidade e trombogenicidade, nas concentrações de ácidos graxos hiper e hipocolesterolêmicos e na relação h:H. A farinha de algas marinhas não se mostrou uma alternativa interessante, uma vez que consumo e a digestibilidade dos nutrientes é prejudicada, acarretando em menor desempenho dos animais. O incremento de ácido palmítico na carne dos cordeiros sobrepõem todos os benefícios inerentes aos ácidos graxos da família n-3. (AU)

Processo FAPESP: 16/02311-1 - Algas marinhas (Schizochytrium sp.) na alimentação de cordeiros confinados: desempenho, digestibilidade e qualidade da carcaça e da carne
Beneficiário:Thiago Henrique Borghi
Modalidade de apoio: Bolsas no Brasil - Doutorado