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Efeito dos ácidos graxos de cadeia curta e seu receptor FFAR2 sobre o desenvolvimento de periodontite em modelo experimental : he effect of short chain fatty acids and its receptor FFAR2 on periodontitis development in a experimental model

Texto completo
Autor(es):
Bruna Karadi da Silva
Número total de Autores: 1
Tipo de documento: Dissertação de Mestrado
Instituição: Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Instituto de Biologia
Data de defesa:
Membros da banca:
Sandra Yasuyo Fukada Alves; José Luiz Proença Módena
Orientador: Marco Aurélio Ramirez Vinolo
Resumo

A periodontite é uma patologia inflamatória crônica que atinge milhões de pessoas em todo o mundo. Essa doença é caracterizada por disbiose da microbiota oral, pelo aumento de recrutamento e pela ativação de células inflamatórias nos tecidos periodontais, o que pode levar a sua destruição e consequente perda dos tecidos de suporte dos dentes. Estudos recentes têm evidenciado que a microbiota intestinal pode regular a inflamação em diferentes tecidos e o remodelamento ósseo. Contudo, ainda se sabe pouco a respeito da sua influência sobre o desenvolvimento da periodontite e, principalmente, não se conhece os mecanismos moleculares envolvidos nessa interação. Nesse contexto, o presente trabalho teve como objetivo avaliar a ação de produtos do metabolismo da microbiota, os ácidos graxos de cadeia curta (AGCCs), e seu receptor (FFAR2) sobre o desenvolvimento da periodontite experimental em camundongos. Para este fim, utilizamos o modelo experimental de periodontite induzido por ligadura e estratégias que aumentaram e reduziram a concentração intestinal e sistêmica de AGCCs. Além disso, utilizamos animais que expressam (FFAR2+/+) ou não (FFAR2-/-) o receptor de AGCCs em todas as células. Os resultados obtidos mostram que a diminuição da produção endógena de AGCCs através de uma dieta pobre em fibra ou após depleção da microbiota com antibióticos possui efeito deletério no contexto da periodontite: maior perda óssea no modelo utilizado. Além disso, observamos que na ausência do receptor FFAR2 os animais também apresentaram maior perda óssea, efeito esse que está associado a diminuição no infiltrado neutrofílico no local. Os dados ora apresentados ressaltam a importância da produção de AGCCs na homeostase óssea (AU)