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Lígua, discurso e prosódia: investigar o uso da vírgula érestrito? Vírgula!

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Autor(es):
Geovana Carina Neris Soncin
Número total de Autores: 1
Tipo de documento: Tese de Doutorado
Imprenta: São José do Rio Preto. 2014-11-10.
Instituição: Universidade Estadual Paulista (Unesp). Instituto de Biociências Letras e Ciências Exatas. São José do Rio Preto
Data de defesa:
Orientador: Luciani Ester Tenani
Resumo

Este trabalho propõe a consideração do funcionamento prosódico-enunciativo como constitutivo do emprego da vírgula. Partindo da assunção de que a prosódia organiza toda produção em linguagem, defende-se que ela constitui a escrita ao se manifestar como componente significante que organiza o emprego de vírgula, pois, simultaneamente, a prosódia exerce um papel formal e um papel de significação na língua e no discurso. Essa defesa encontra respaldo, em primeiro lugar, na abordagem de que a prosódia não é um aspecto acessório do sistema linguístico, mas, ao contrário, é parte constitutiva dele; em segundo lugar, na formulação de que a prosódia, ao constituir-se como a materialidade linguística da entoação expressiva de um enunciado, aponta para o processo dialógico de produção dos sentidos, pois mostra a expressividade e as posições valorativas do sujeito do discurso; e, por fim, em terceiro lugar, na assunção de que a escrita é um modo de enunciação heterogêneo, já que se constitui a partir da ancoragem do escrevente em práticas orais/faladas e letradas/escritas. Metodologicamente, os usos de vírgula, convencionais e, privilegiadamente, os não-convencionais, são identificados segundo categorias prosódicas que organizam, primordialmente por meio da noção de fronteira prosódica, fatos de língua (nos planos sintático, semântico e pragmático) e fatos discursivos (como filiações a certos modos de dizer e recortes do já-dito) que se mostram na enunciação, escrita, dos textos analisados, textos produzidos em ambiente escolar por alunos do último ano do Ensino Fundamental. Por tratar privilegiadamente dos usos não-convencionais, mostrando as regularidades linguísticas e enunciativo-discursivas que os caracterizam, esta tese faz da própria convenção que normatiza o emprego de vírgula um objeto de análise e defende que ela poderia ser relativizada para que a heterogeneidade da língua, do ... (AU)

Processo FAPESP: 12/00371-6 - Língua, discurso e prosódia: investigar o uso da vírgula é restrito? Vírgula!
Beneficiário:Geovana Carina Neris Soncin Santos
Modalidade de apoio: Bolsas no Brasil - Doutorado Direto