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Isoflavonas não melhoram e estrógenos pioram a aterosclerose induzida por dieta em camundongos deficientes para receptor de LDL (LDLr+/-) e transgênicos para a expressão da proteína de transferência de colesterol esteritificado (CETPh+/-)

Autor(es):
Asakura, Leiko
Número total de Autores: 1
Tipo de documento: Tese de Doutorado
Imprenta: São Paulo. [2005]. 77 f.
Instituição: Universidade de São Paulo (USP). Faculdade de Saúde Pública
Data de defesa:
Membros da banca:
Quintão, Eder Carlos Rocha; Abdalla, Dulcinéia Saes Parra; Damasceno, Nágila Raquel Teixeira; Fonseca, Ângela Maggio da; Oliveira, Helena Coutinho Franco
Orientador: Quintão, Eder Carlos Rocha
Área do conhecimento: Ciências da Saúde - Medicina
Indexada em: Banco de Dados Bibliográficos da USP-DEDALUS
Localização: Universidade de São Paulo. Biblioteca da Faculdade de Saúde Pública; FSP/612.397; 17
Resumo

Por terem estrutura química semelhante, as isoflavonas e os estrógenos podem influenciar o desenvolvimento da aterosclerose experimental, hipótese investigada em camundongos fêmeas expressando parcialmente receptores para LDL e proteína de transferência de colesterol esterificado (CETP). Métodos. Os animais foram ooforectomizados com oito semanas de vida e então submetidos à dieta aterogênica rica (% por peso) em gordura (21) e colesterol (0,2) por 19 semanas, desenvolvendo hipercolesterolemia moderada e foram separados em quatro grupos experimentais: EE (n=29), que receberam reposição de 17-beta-estradiol (6mcg/d) por meio de implante subcutâneo de pellet; Iso Low (n=25), em cuja dieta foram adicionados 27,2 mg/100g de isoflavonas; Iso High (n=28), cuja dieta continha 53,5mg/100g de isoflavonas; e Controle (n=28), recebendo apenas a dieta aterogênica. A dieta dos grupos EE e Controle continha apenas 0,01 mg/100g de isoflavonas. Resultados. O grupo EE apresentou menor concentração (mg/dL) de não-HDL-C (84 :i: 8) quando comparado ao Iso Low (95 :i: 6) e apresentou maior área (mcm2 x 1000) de lesão aterosclerótica na raiz da aorta (22,0 :i:19,5), quando comparado ao Iso High (7,4:i: 6,4), ao Iso Low (12,3:i: 9,9) e ao Controle (10,7:i: 12,8). Estes três últimos não diferiram entre si. A titulação de auto-anticorpos no plasma (média da densidade óptica a 450nm) tanto contra ox-LDL, que foi superior no grupo EE (0,86 :i: 0,23) do que no Controle apenas (0,62 :i: 0,15), como contra ApoB-D (fração oxidada da LDL), que foi maior (0,84 :i: 0,18) do que em Iso Low (0,68 :i: 0,06), Iso High: (0,67 :i: 0,14) e Contole (0,61 :i: 0,14). Embora o grupo EE não tenha sido investigado, experimentos adicionais utilizando o grupo Controle como referência (100%), a captação por macrófagos de peritônio de camundongo de LDL humana acetilada marcada com 1a,2a,(n)-[3H]-colesteril oleoil éter ([3H]COE) foi menor no Iso High (68%) do que no Iso Low (85%) e do que no Controle. A remoção por HDL humana de [4-14C]colesterol de macrófagos enriquecidos com LDL marcada com [4-14C]-colesteril oleato ([14C]-CE foi maior no Iso High (150%) do que no Iso Low (99%) e no Controle. Conclusões. As isoflavonas não foram eficientes para diminuir a aterosclerose experimental a despeito de mecanismos celulares antiaterogênicos quanto ao metabolismo de colesterol, enquanto que este estado pró-oxidante pode estar ligado à aterogenicidade conferida pelo 17-beta...(AU)

Processo FAPESP: 01/00994-9 - Isoflavona versus estrógeno na aterosclerose experimental induzida por dieta em camundongos
Beneficiário:Leiko Asakura
Linha de fomento: Bolsas no Brasil - Doutorado