| Processo: | 09/00425-6 |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Brasil - Doutorado |
| Data de Início da vigência: | 01 de agosto de 2009 |
| Data de Término da vigência: | 29 de fevereiro de 2012 |
| Área de conhecimento: | Ciências Biológicas - Botânica - Morfologia Vegetal |
| Pesquisador responsável: | Beatriz Appezzato da Glória |
| Beneficiário: | João Paulo Rodrigues Marques |
| Instituição Sede: | Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (ESALQ). Universidade de São Paulo (USP). Piracicaba , SP, Brasil |
| Vinculado ao auxílio: | 08/54176-4 - Epidemiologia molecular e manejo da podridão floral dos citros em áreas de expansão da cultura no estado de São Paulo, AP.TEM |
| Assunto(s): | Citricultura Podridão (doença de planta) Anatomia vegetal |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | anatomia | botões florais | folha | ultra-estrutura | Anatomia e Ultra-estrutura |
Resumo A citricultura paulista está migrando das regiões norte e central do Estado, tradicionais regiões de plantio de citros, para novas áreas ao sudoeste com o intuito de manter competitivo o agronegócio citrícola. No entanto, o clima dessa região é favorável à ocorrência da podridão floral dos citros causada por Colletotrichum acutatum que pode ocasionar queda de até 100% de frutos jovens, o que torna seu controle obrigatório. Esse controle tem sido feito com pulverizações preventivas baseado unicamente no estádio fenológico do hospedeiro e, em geral, acarreta exagero de aplicação de fungicidas, com prejuízos ao produtor e ao ambiente. Para melhorar o manejo da doença e reduzir os custos de pulverização, é fundamental o conhecimento da epidemiologia da podridão floral, com caracterização clara do patossistema na região sudoeste paulista. No entanto, há pouca informação disponível sobre a doença e, em sua maioria, produzida na Flórida, EUA. Não se sabe, por exemplo, como ocorre o processo de invasão pelo C. acutatum em botões florais de laranjeira doce (Citrus sinensis (L.) Osbeck), se existe algum fator estrutural que explique o porquê do fungo não conseguir infectar botões florais com menos de 8 mm de comprimento e se, de fato, nas folhas o fungo penetra e causa infecção quiescente nos tecidos. Com tantas lacunas no conhecimento, não é surpreendente constatar que sistemas de previsão da doença desenvolvidos na Flórida não foram adotados pelos citricultores paulistas e que o controle da doença permaneça na forma de pulverizações preventivas de fungicidas. Portanto, os principais objetivos do presente projeto são: (I) analisar a ontogenia do processo de invasão pelo C. acutatum em folhas e em botões florais de laranjeira doce em diferentes fases de desenvolvimento através do experimento de inoculação do fungo; (II) compreender os aspectos anatômicos e ultra-estruturais de lesões causadas pelo C. acutatum nos tecidos foliares e florais de laranjeira doce infectados, correlacionando-os com os tecidos sadios; (III) analisar se, de fato, ocorre a infecção latente nos tecidos foliares, visto que não há formação de lesão macroscópica nas folhas de laranjeira doce. (AU) | |
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