| Processo: | 09/03368-3 |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Brasil - Doutorado |
| Data de Início da vigência: | 01 de agosto de 2009 |
| Data de Término da vigência: | 31 de agosto de 2014 |
| Área de conhecimento: | Ciências Biológicas - Imunologia - Imunologia Celular |
| Pesquisador responsável: | Sônia Jancar |
| Beneficiário: | Matheus Ferracini |
| Instituição Sede: | Instituto de Ciências Biomédicas (ICB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil |
| Vinculado ao auxílio: | 06/03982-5 - Aspectos moleculares envolvidos na atividade microbicida e inflamatória de leucócitos no pulmão, AP.TEM |
| Bolsa(s) vinculada(s): | 13/00584-2 - Participação das células supressoras derivadas da linhagem mielóide na inibição induzida pelo PAFR da hipersensibilidade de contato, BE.EP.DR |
| Assunto(s): | Inflamação Macrófagos Transdução de sinais Fator de ativação de plaquetas |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Macrófagos | M1 | M2 | Paf | polarização | vias de sinalização | Inflamação |
Resumo O fator ativador de plaquetas (PAF) é gerado a partir de fosfolipídeos da membrana celular por ativação de fosfolipases. O receptor para o PAF (PAF-R) é acoplado à proteína G e está localizado na membrana celular e nuclear de leucócitos e de vários outros tipos celulares. Existem evidências de que a ativação do PAF-R possa modular os macrófagos de modo a expressarem um fenótipo ativador (M1) ou supressor (M2). Em infecções, o tratamento com antagonistas do PAF-R aumenta a infecção por diminuir a capacidade microbicida dos macrófagos. Já em tumores, os antagonistas do PAF-R inibem o seu crescimento, aparentemente por impedir o estabelecimento de um estado supressor em macrófagos em função da sua interação com células tumorais. A fagocitose de partículas opsonizadas induz um estado ativador em macrófagos, enquanto que a fagocitose de células apoptóticas induz um fenótipo supressor, e trabalhos do nosso laboratório indicam que este último efeito é dependente do PAF-R. Estes dados indicam que a ativação do PAF-R possa polarizar os macrófagos tanto para um fenótipo M1 como M2. O presente projeto tem por objetivo estudar os mecanismos moleculares que determinam esta polarização. Para tanto, compararemos macrófagos polarizados por métodos já descritos (IFN-gamma + LPS para M1 e IL-4 para M2) com macrófagos fagocitando partículas opsonizadas com IgG, supostamente polarizados para M1, ou fagocitando células apoptóticas, portanto polarizados para M2. Para isto, serão analisados marcadores já descritos para o fenótipo M1 (TNF-alpha, MCP-1 e IL-6, IL-12, CD64) e para o fenótipo M2 (TGF-beta, IL-10, CD36 e CD206). Vamos também avaliar outros possíveis marcadores como LTB4, PGE2 e NO. O efeito do PAF-R na polarização de macrófagos será investigado utilizando-se antagonistas do mesmo ou macrófagos de animais deficientes geneticamente do PAF-R. Em outra etapa, analisaremos as vias de sinalização acionadas pelos estímulos polarizantes e a possível interferência do PAF-R nestas vias. Será também determinada a quantidade e localização dos PAF-R (membrana plasmática e nuclear) em macrófagos submetidos aos diferentes estímulos. | |
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