| Processo: | 09/06686-6 |
| Modalidade de apoio: | Auxílio à Pesquisa - Regular |
| Data de Início da vigência: | 01 de agosto de 2009 |
| Data de Término da vigência: | 31 de julho de 2011 |
| Área do conhecimento: | Ciências Biológicas - Morfologia - Citologia e Biologia Celular |
| Pesquisador responsável: | Alexandre Leite Rodrigues de Oliveira |
| Beneficiário: | Alexandre Leite Rodrigues de Oliveira |
| Instituição Sede: | Instituto de Biologia (IB). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil |
| Município da Instituição Sede: | Campinas |
| Assunto(s): | Distrofia muscular Plasticidade neuronal Axotomia |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | axotomia | Distrofia Muscular | G-Csf | motoneurônio medular | Plasticidade sináptica | Plasticidade Sináptica |
Resumo
A distrofia muscular de Duchenne (DMD) é uma doença de caráter recessivo, onde o cromosso X sofre mutações e não codifica o gene responsável pela produção da distrofina. A DMD é normalmente diagnosticada entre 2 e 5 anos de idade sendo caracterizada por degeneração progressiva e fraqueza da musculatura esquelética,que é substituída por tecido adiposo e fibroso. Os pacientes vão a óbito por volta dos 20 anos devido à falência estrutural e funcional do músculo diafragma e/ou cardíaco. Atualmente, muito se sabe sobre o acometimento muscular na DMD, mas poucos estudos estão voltados para os efeitos no Sistema Nervoso Central (SNC), mais especificamente no microambiente do motoneurônio medular. Sabe-se que durante a evolução da doença, o terminal axonal, na junção neuromuscular, entra em um ciclo de denervação (retração) e reinervação (brotamento) simulando, dessa forma, uma lesão nervosa periférica a qual pode estar influenciando diretamente os corpos dos neurônios responsáveis pela inervação das fibras musculares degeneradas. Estudos recentes indicam que as moléculas de MHC I (complexo de histocompatibilidade principal classe I) são capazes de atuar efetivamente no desenvolvimento e nos processos de plasticidade no SNC, desempenhando importante papel na manutenção das conexões sinápticas, bem como na comunicação neurônio/glia após lesão. Assim, a possibilidade de modulação do MHC I se apresenta como uma nova estratégia de influenciar positivamente o processo de plasticidade sináptica após lesões do Sistema Nervoso Periférico (SNP) e SNC. Tal modulação pode ser realizada através da utilização ou desenvolvimento de drogas específicas. O fator estimulador de colônias glanulocitárias (G-CSF) é uma glicoproteína que foi descrito há mais de vinte anos, possui aprovação do FDA (U.S. Food and Drug Administration) e é comumente utilizado para tratar neutropenia, ou para transplantes de medula óssea. Incluem-se como fontes de G-CSF os monócitos, células mesoteliais, fibroblastos e células endoteliais. A administração de G-CSF mobiliza células-tronco e progenitoras da medula óssea para o sistema circulatório, que por sua vez atravessam a barreira hemato-encefálica e se dirigem à área acometida no SNC. Além disso, possui um efeito neuroprotetor aparentemente multimodal, incluindo-se a atividade anti-apoptóptica em neurônios, neo-vascularização, efeito anti-inflamatório e estimulação de neurogênese, sendo capaz de atuar efetivamente no processo de regeneração do sistema nervoso. No presente trabalho, serão utilizados camundongos MDX com 6 semanas de vida, que exibem lesões histológicas similares à distrofia muscular no homem e, como controle camundongos C57BL/10. Os animais serão distribuídos em 4 grupos (axotomia + G-CSF; Axotomia + placebo; não lesado + G-CSF e não lesado + placebo), com n=10 para cada gupo. A função motora será avaliada através do índice funcional do nervo isquiático, calculado para cada grupo experimental. Os animais serão sacrificados através de perfusão transcardíaca e submetidos às técnicas de imunoistoquímica e microscopia eletrônica de transmissão. Adicionalmente, será realizada cultura primária de astrócitos e tratamento in vitro com diferentes doses de G-CSF. A reatividade e proliferação glial será avaliada por imunocitoquímica. Eventuais diferenças intergrupos serão obtidas pela Anova, seguida pelo teste t-Student. Em todas as análises será considerada uma significância mínima de p< 0,05. (AU)
| Matéria(s) publicada(s) na Agência FAPESP sobre o auxílio: |
| Mais itensMenos itens |
| TITULO |
| Matéria(s) publicada(s) em Outras Mídias ( ): |
| Mais itensMenos itens |
| VEICULO: TITULO (DATA) |
| VEICULO: TITULO (DATA) |