| Processo: | 09/08497-6 |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Exterior - Novas Fronteiras |
| Data de Início da vigência: | 23 de março de 2010 |
| Data de Término da vigência: | 22 de março de 2011 |
| Área de conhecimento: | Ciências da Saúde - Medicina - Anatomia Patológica e Patologia Clínica |
| Pesquisador responsável: | Luciano Neder Serafini |
| Beneficiário: | Luciano Neder Serafini |
| Pesquisador Anfitrião: | Catherine L. Nutt |
| Instituição Sede: | Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil |
| Instituição Anfitriã: | Harvard University, Boston, Estados Unidos |
| Assunto(s): | Glioma Neoplasias cerebrais |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Biologia molecular | expressão gênica | gliomas | imuno-histoquímica | microarrays | Pcr | Neuropatologia |
Resumo Os gliomas difusos são os tumores cerebrais primários mais letais do SNC. Devido à intrínseca capacidade infiltrativa, a cura por ressecção cirúrgica não é uma opção viável e a maioria destes tumores são resistentes aos tratamentos radio e quimioterápicos. Um fator chave que contribui para esta refratariedade ao tratamento clínico é a heterogeneidade tumoral. Contudo, a classificação de alguns tumores cerebrais de acordo com os critérios da OMS permanece ainda inadequada quanto à sua reprodutibilidade entre os patologistas. Isto se deve à heterogeneidade tumoral e ao fato de que o diagnóstico histopatológico permanecer algo subjetivo. Adicionalmente, quando se trata de casos isolados, mesmo quando o diagnóstico é virtualmente concordante, o comportamento clínico previsto nem sempre condiz com a evolução clínica. Por outro lado, as opções de tratamento para os tumores gliais mais agressivos têm se expandido, principalmente com o advento das terapias moleculares direcionadas (target therapies). Desta forma, a maioria das pesquisas do Translational Glioma Working Group do Hospital Geral de Massachusetts da Universidade de Harvard (MGH) tem focado os padrões de expressão gênica a fim de se obter subgrupos moleculares bem definidos de gliomas e de pacientes com relevância clínica, no que se refere à perspectiva terapêutica. O Grupo foi o primeiro a mostrar que classificações baseadas em arranjos de matrizes (arrays) são mais eficazes em diferenciar certos tipos de gliomas, como glioblastomas e oligodendrogliomas anaplásicos. A heterogeneidade intratumoral foi também investigada em diversos trabalhos através da análise padrões de expressão gênica, DNA e proteica. No presente projeto propomos realizar a validação de biomarcadores capazes de distinguir subgrupos de gliomas de alto grau em tecidos parafinados ou congelados através de imuno-histoquímica (IHQ) e, em certos casos, com o auxílio de RT-PCR quantitativo (qRT-PCR) e por estudos de hibridização in situ. Assim, pretendemos 1) providenciar meios práticos e objetivos de se diferenciar subgrupos moleculares de gliomas malignos, melhorando assim o manejo clinico destes pacientes; 2) iniciar as bases para o desenvolvimento de terapias direcionadas; e 3) obter novas evidências e uma melhor compreensão do impacto biológico e clínico da heterogeneidade intratumoral. A Unidade de Patologia Molecular do Laboratório de Neuro-Oncologia Molecular (UPM-NeurOncol) tem amplo acesso a um grande número de casos de gliomas malignos provenientes do Banco de Tumores Cerebrais do MGH, cuja base de dados conta com mais de 1200 gliomas de alto grau. O Grupo ainda construiu 2 painéis especificos de glioblastomas a fim de melhor investigar por imuno-histoquimica casos de acordo com a sobrevida dos pacientes (casos com > 3 anos de sobrevida) e outro painel com amostras pareadas de tumores primários-recorrentes. Todas as lâminas e painéis serão avaliados pelo Dr. Neder de acordo com a imunorreatividade e graduados de acordo com protocolos específicos. Em alguns casos, para validação dos resultados e mesmo como estratégia alternativa, análises por qRT-PCR serão realizadas. Contudo, caso a combinação de marcadores IHQs não consigam definir acuradamente subgrupos de gliomas malignos de acordo com os critérios prognósticos e genéticos, serão realizadas, pelo Dr. Neder, análises adicionais tanto por qRT-PCR como por hibridização in situ. Uma das possíveis explicações para tal fato pode ser decorrente à dissociação entre a expressão de RNAm e a respectiva proteína ou mesmo entre a detecção do RNAm e a da proteína. De acordo com a experiência do UPM-NeurOncol com o delineamento deste estudo e, devido ao grande número de amostras disponíveis em nosso Banco de Tumores Cerebrais, estamos confiantes quanto a se obter resultados significativos neste modelo de Medicina Translacional e em estabelecer novas redes de Pesquisa e intercâmbios entre os Centros envolvidos. (AU) | |
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