Resumo
A comunicação química evoluiu independentemente em vários grupos de invertebrados e vertebrados. Entretanto, ao contrário de muitos animais que se comunicam de maneira multi-modal, opiliões parecem ser extremamente dependentes de compostos químicos para se comunicar. Paradoxalmente, há pouquíssimos estudos nessa área e quase nada se sabe sobre o uso de feromônios sexuais no grupo. Pretendemos com este projeto explorar a comunicação química em opiliões, investigando a questão em três frentes: morfologia, química e comportamento. No estudo morfológico, descreveremos as glândulas tegumentares que são ausentes nas fêmeas e outras que ambos os sexos possuem, mas que existem razões para se acreditar que possam desempenhar um papel sexual. Para tal descrição serão feitas fotos de microscopia eletrônica de varredura e serão preparados cortes histológicos, a partir dos quais serão feitos fotos de microscopia óptica comum e eletrônica de transmissão. Do aspecto químico, pretende-se coletar e analisar as secreções das glândulas para se identificar os constituintes presentes, bem como comparar as secreções de machos e fêmeas no caso de glândulas presentes em ambos os sexos. Finalmente, a frente comportamental será composta de observações descritivas e experimentos comportamentais que visam a esclarecer como as secreções são utilizadas e quais suas funções. Esperamos com esse trabalho inter-disciplinar obter publicações sólidas e formar um forte grupo de pesquisa em comunicação química na EACH, escola de apenas 6 anos, com espaço disponível mas ainda carente de grupos de pesquisa estabelecidos e independentes. (AU)
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