| Processo: | 11/05821-7 |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado |
| Data de Início da vigência: | 01 de julho de 2011 |
| Data de Término da vigência: | 30 de junho de 2013 |
| Área de conhecimento: | Ciências Biológicas - Fisiologia - Fisiologia de Órgãos e Sistemas |
| Pesquisador responsável: | Maria José Alves da Rocha |
| Beneficiário: | Tatiana Tocchini Felippotti |
| Instituição Sede: | Faculdade de Odontologia de Ribeirão Preto (FORP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil |
| Assunto(s): | Morte celular Sepse Sobreviventes |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | c-fos | comportamento | hormônios | morte celular | sepse | sobreviventes | Neurofisiologia |
Resumo A sepse e suas consequências, choque séptico e disfunção orgânica, representam um grave problema de saúde pública. Além dos altos custos, causa um grande índice de mortalidade e os sobreviventes após alta hospitalar podem apresentar alterações cognitivas resultando em internações futuras onerando ainda mais o sistema de saúde nacional. No Brasil, a taxa geral de mortalidade é de 57,3% (Ilas, 2010), assim, podemos considerar que 42,7% desses pacientes sobrevivem, apresentando alterações cognitivas importantes, como, alterações na memória, atenção, concentração e/ou perda da função cognitiva global. A formação da memória e o comportamento são facilitados pelo sistema modulatório endógeno, mediado pela liberação de hormônios durante o estresse e organizado por múltiplas estruturas cerebrais, dentre elas, o hipotálamo, hipocampo, amígdala e locus coeruleus. Durante a sepse há liberação de citocinas, prostaglandinas, leucotrienos, óxido nítrico, etc., que podem contribuir para a encefalopatia e as alterações cognitivas, observadas em alguns pacientes, durante e após o tratamento da doença. Também há relatos sugerindo que essas substâncias podem ser responsáveis pelas alterações hormonais que ocorrem durante a sepse. Neste laboratório tem sido investigado a secreção de vasopressina que se encontra aumentada na fase inicial e diminuída na fase tardia da sepse, apesar da hipotensão persistente. Além disso, recentemente observamos que há aumento da caspase-3 clivada, HIF-1, BAX e citocromo C (marcadores de apoptose) durante a fase tardia, no hipotálamo de ratos, submetidos à ligadura e perfuração cecal. A morte celular pode ser responsável pelas alterações hormonais observadas durante a sepse. Entretanto, ainda não se sabe se em ratos sobreviventes ainda persistem alterações hormonais, e também, se essas estão associadas às alterações neuroniais. Portanto, as investigações das alterações hormonais e encefálicas nesses animais podem fornecer importantes informações que poderão ser úteis no cuidado clínico de pacientes sobreviventes à doença/síndrome. Essas informações, também poderão alertar os profissionais da saúde sobre a importância do monitoramento clínico desses pacientes após a alta hospitalar. Os objetivos deste estudo são: a) investigar as alterações hormonais (vasopressina, ocitocina, prolactina, ACTH e corticosterona) e neuroniais (expressão de c-fos e Neu-N) em animais sobreviventes à sepse submetidos a testes de imobilização, choque nas patas e derrota social; b) investigar as alterações neuroniais (expressão de c-fos e Neu-N) em animais sobreviventes à sepse submetidos ao teste de esquiva inibitória para avaliar a memória aversiva. (AU) | |
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