Resumo
A obesidade resulta de um desequilíbrio crônico entre energia ingerida e despendida, favorecendo um balanço energético positivo. A atividade física tem potencial equivalente à ingestão alimentar para alterar o peso corporal, contudo, os mecanismos que a influenciam são muito pouco conhecidos. A atividade física é classificada em exercício voluntário (esportes, academia), e atividade física espontânea (SPA - movimentos corporais para realização de atividades rotineiras), que pode representar mais de 50% da energia total diária gasta. Estudos para esclarecer os mecanismos que controlam a SPA podem oferecer novos alvos terapêuticos para a prevenção ou tratamento da obesidade. Em roedores, dietas com baixo teor protéico (LP) nos períodos iniciais do desenvolvimento aumentam a SPA, enquanto dietas hiperlipídicas (HL) têm efeito contrário. Sabe-se que o núcleo arqueado (ARC), no hipotálamo, tem papel fundamental na homeostase energética, e pode participar da regulação da SPA. Insulina e leptina, sinalizadores de adiposidade, podem estar envolvidas nesse processo. O exercício voluntário melhora a sensibilidade no ARC a esses hormônios e modula a expressão dos neuropeptídeos hipotalâmicos, tendo potencial para alterar a SPA, diminuída em obesos. Nosso objetivo será, inicialmente, identificar candidatos centrais (genes e proteínas hipotalâmicas) à modulação da SPA em camundongos com padrão oposto de movimentação (dieta LP ou HL). Em seguida, investigaremos se esses candidatos e a SPA são reguladas pelo exercício voluntário em camundongos alimentados com dieta HL. Por fim, buscaremos confirmar o papel desses candidatos pela administração intracerebroventricular de drogas agonistas/antagonistas ou ativadoras/inibidoras de nossos alvos e acompanhamento da SPA. (AU)
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