Resumo
Um dos modelos animais mais utilizados para o estudo da aprendizagem aversiva é o da esquiva ativa de duas vias no qual a aprendizagem é avaliada pelo número de respostas de esquiva que os animais exibem em antecipação à ocorrência do estímulo aversivo (choque nas patas). Interessantemente, um número substancial de animais (ao redor de 20%) não aprende a tarefa. Tais animais acabam falhando em evitar o estímulo aversivo, uma vez que exibem o congelamento ao invés do comportamento de esquiva. Com relação às bases neurais responsáveis pela elaboração dessa esquiva ativa, diversos autores mostram que a amígdala, em especial o núcleo lateral da amígdala, é uma importante estrutura para essa aprendizagem e, um possível neurotransmissor envolvido nessa modulação é a dopamina. Nesse sentido, o objetivo do presente projeto é investigar a participação da neurotransmissão dopaminérgica no núcleo lateral da amígdala durante o teste de esquiva de duas vias. Para essa proposta, inicialmente investigaremos o antagonismo da neurotransmissão dopaminérgica sobre a resposta de esquiva em animais com boa performance no teste da esquiva de duas vias. Seguido por administração dos agonistas dopaminérgicos: quinpirole (D2 agonista) e SKF 38393 (D1 agonista) no núcleo lateral de animais com pobre performance e antagonistas dopaminérgicos: SCH23390 (D1 antagonista) e sulpiride (D2 antagonista) em animais com boa performance e, finalmente, avaliar a liberação de dopamina no núcleo lateral da amígdala utilizando a técnica de microdiálise durante o teste de esquiva ativa de duas vias em animais com boa e pobre performance. (AU)
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