| Processo: | 11/15297-3 |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Brasil - Mestrado |
| Data de Início da vigência: | 01 de março de 2012 |
| Data de Término da vigência: | 28 de fevereiro de 2014 |
| Área de conhecimento: | Ciências Biológicas - Bioquímica - Metabolismo e Bioenergética |
| Pesquisador responsável: | Flavia Carla Meotti |
| Beneficiário: | Eliziane de Souza Patricio |
| Instituição Sede: | Instituto de Química (IQ). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil |
| Assunto(s): | Peroxidase Hidroperóxido de urato NADPH oxidase Inflamação |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | hidroperóxido de urato | Inflamação | Mieloperoxidase | NADPH oxidase | Oxidação de grupos tióis | Proteína Dissulfeto Isomerase | Inflamação |
Resumo Dados de 2007 do DATASUS apontam a doença do sistema cardiovascular (DCV) como a principal causa de morte no Brasil. Dentre as DCV, aquelas relacionadas à formação de placas de ateroma desenvolvem-se de maneira silenciosa e estão relacionadas a distúrbios metabólicos como a hiperlipidemia e a hiperuricemia. Atualmente, é bem aceito que a aterogênese acompanha-se de um processo inflamatório no tecido vascular em resposta às modificações químicas das lipoproteínas pela oxidação dos lipídeos. De acordo com isto, os níveis e a atividade da enzima pró-inflamatória mieloperoxidase estão associados à progressão da aterogênese. A mieloperoxidase é uma abundante enzima em neutrófilos, mas também pode ser expressa em macrófagos sob condições inflamatórias.. Recentemente demonstrou-se que a mieloperoxidase purificada e de neutrófilos ativados foi capaz de oxidar o ácido úrico presente no plasma. A oxidação de um elétron do ácido úrico pela mieloperoxidase na presença de peróxido de hidrogênio gera radical livre de urato, intermediários pouco estáveis e por fim, a alantoína. Na presença de mieloperoxidase purificada e de um sistema gerador de radical superóxido, situação que imita o "burst" oxidativo inflamatório, ocorre a formação do hidroperóxido de urato, devido à reação entre o radical de urato e o superóxido. O hidroperóxido de urato é um forte oxidante e pode oxidar grupos tiólicos de proteínas alterando suas funções. Neste contexto, cisteínas da proteína dissulfeto isomerase (PDI) de células vasculares são potencias alvos à oxidação pelo hidroperóxido de urato. Quando oxidada, a PDI sinaliza a ativação da NADPH oxidase (Nox) em células de músculo liso vascular e em neutrófilos, desencadeando a formação de superóxido, podendo, desta forma, ampliar a progressão da inflamação, reduzir a biodisponibilidade de óxido nítrico e reduzir a capacidade tecidual de vasorrelaxação. Neste contexto, a ativação da via PDI-Nox de células do leito vascular pelo hidroperóxido de urato poderia elucidar, pelo menos em parte, os mecanismos pelos quais o ácido úrico aumenta o risco para o desenvolvimento de doença cardiovascular. | |
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