| Processo: | 13/02195-3 |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Brasil - Doutorado |
| Data de Início da vigência: | 01 de maio de 2013 |
| Data de Término da vigência: | 28 de fevereiro de 2017 |
| Área de conhecimento: | Ciências Biológicas - Bioquímica - Metabolismo e Bioenergética |
| Pesquisador responsável: | Flavia Carla Meotti |
| Beneficiário: | Larissa Anastacio da Costa Carvalho |
| Instituição Sede: | Instituto de Química (IQ). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil |
| Vinculado ao auxílio: | 11/18106-4 - Oxidação do ácido úrico pela enzima mieloperoxidase em processos inflamatórios e as implicações sobre o sistema cardiovascular, AP.JP |
| Assunto(s): | Hidroperóxido de urato Doenças cardiovasculares Processos redox Inflamação Inflamassomos |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Doença Cardiovascular | hidroperóxido de urato | Inflamação | inflamassoma | processos redox | Inflamação |
Resumo Dados de 2010 do DATASUS apontam a doença do sistema cardiovascular (DCV) como a principal causa de morte no Brasil. Segundo o Ministério da Saúde, ocorreram 962.931 mortes em indivíduos acima de 30 anos em 2009, o que corresponde a cerca de 20% da população nessa faixa etária. Dentre as DCV, aquelas relacionadas à formação de placas de ateroma desenvolvem-se de maneira silenciosa e estão relacionadas a distúrbios metabólicos como a hiperlipidemia e a hiperuricemia. Atualmente, é bem aceito que a aterogênese é acompanhada de um processo inflamatório no tecido vascular em resposta às modificações químicas das lipoproteínas pela oxidação dos lipídeos. De acordo com isto, os níveis e a atividade da enzima pró-inflamatória mieloperoxidase estão associados à progressão dessa doença. A mieloperoxidase é uma enzima presente em neutrófilos e em macrófagos. Recentemente, demonstrou-se que esta enzima purificada e de neutrófilos ativados foi capaz de oxidar o ácido úrico presente no plasma na presença de peróxido de hidrogênio, gerando o radical livre de urato, intermediários pouco estáveis e por fim, a alantoína. Na presença de mieloperoxidase purificada e de um sistema gerador de radical superóxido, situação que imita o "burst" oxidativo inflamatório, ocorre formação do hidroperóxido de urato, devido à reação entre o radical de urato e o superóxido. O hidroperóxido de urato é um forte agente oxidante e pode oxidar grupos tiólicos de proteínas alterando suas funções. Neste contexto, proteínas sensíveis à modulação redox estão sujeitas à oxidação pelo hidroperóxido de urato. Dentre estas proteínas, destaca-se o complexo multiproteico dos inflamassomas que, quando ativado, sinaliza a ação proteolítica com ativação de caspase-1 e alteração pós-traducional de citocinas pró-inflamatórias. Assim, a produção do hidroperóxido de urato pode apresentar um fator pró-inflamatório responsável pela propagação do dano tecidual no leito vascular e isto, poderia explicar porque o ácido úrico, mesmo em sua forma solúvel, representa um fator de risco ao desenvolvimento de doença cardiovascular. Além disso, será possível elucidar os mecanismos de modulação redox envolvidos na ativação da cascata do inflamassoma, investigar a oxidação de proteínas chaves no controle redox, como as peroxiredoxinas e identificar proteínas que foram sintetizadas ou que sofreram alterações pós-traducionais devido à incubação das células com o hidroperóxido de urato. | |
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