| Processo: | 11/50684-8 |
| Modalidade de apoio: | Auxílio à Pesquisa - Regular |
| Data de Início da vigência: | 01 de julho de 2011 |
| Data de Término da vigência: | 31 de dezembro de 2013 |
| Área do conhecimento: | Ciências Biológicas - Bioquímica - Biologia Molecular |
| Pesquisador responsável: | Anamaria Aranha Camargo |
| Beneficiário: | Anamaria Aranha Camargo |
| Instituição Sede: | Laboratório de Biologia Molecular e Genômica. Instituto Ludwig de Pesquisa sobre o Câncer (ILPC). São Paulo , SP, Brasil |
| Município da Instituição Sede: | São Paulo |
| Assunto(s): | Neoplasias |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Alteracoes Cromossomicas | Biomarcador Personalizado | Cancer De Reto | Expressao Genica | Marcador Preditivo | Tratamento Neoadjuvante |
Resumo
A resposta ao tratamento neoadjuvante varia significativamente entre os pacientes com câncer de reto e é avaliada através de análise histopatológica do tecido removido durante intervenção cirúrgica, após o término do tratamento. A resposta ao tratamento é classificada como resposta patológica completa, na ausência de células neoplásicas residuais na peça cirúrgica, resposta patológica "quase completa", quando há focos microscópicos de células neoplásicas residuais, e resposta patológica incompleta, quando há tumor residual evidente. A resposta patológica completa pode ser observada em até 40% dos pacientes, dependendo do regime de tratamento e do estadiamento inicial da doença. Embora o prognóstico desses pacientes seja excelente, a necessidade de cirurgia para a avaliação da resposta ao tratamento pode ter conseqüências importantes, já que a intervenção cirúrgica está associada a uma alta taxa de mortalidade, à ocorrência de complicações pós-operatórias e ao aparecimento de disfunções esfincterianas, urinárias e sexuais tardias. Por estas razões, uma conduta de observação freqüente, sem intervenção cirúrgica imediata, tem sido adotada em alguns centros nos pacientes com tumor clinicamente indetectável ao exame clínico, edoscópico e radiológico e baixos níveis de CEA no sangue após o tratamento neoadjuvante (pacientes considerados com resposta clínica completa). Contudo, a falta de sensibilidade e especificidade dos exames clínicos e radiológicos disponíveis até o momento impedem que esta conduta possa ser adotada em todos os pacientes com resposta patológica completa e impede o seu uso disseminado em serviços menos especializados. Assim sendo, a identificação de marcadores moleculares capazes de auxiliar na identificação de pacientes com resposta patológica completa e que se beneficiariam da conduta de observação freqüente, sem intervenção cirúrgica imediata, é de grande interesse e enorme impacto no tratamento destes pacientes. Neste contexto, este projeto tem como objetivos: i) a identificação de uma assinatura gênica capaz de predizer a resposta ao tratamento neoadjuvante em pacientes com câncer de reto e; ii) e o desenvolvimento de marcadores personalizados para avaliar doença residual mínima após o tratamento. (AU)
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