| Processo: | 12/21401-0 |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Exterior - Estágio de Pesquisa - Doutorado |
| Data de Início da vigência: | 07 de abril de 2013 |
| Data de Término da vigência: | 06 de abril de 2014 |
| Área de conhecimento: | Ciências da Saúde - Medicina |
| Pesquisador responsável: | Norberto Garcia Cairasco |
| Beneficiário: | Eduardo Henrique de Lima Umeoka |
| Supervisor: | Marian Joëls |
| Instituição Sede: | Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil |
| Instituição Anfitriã: | Utrecht University (UU), Holanda |
| Vinculado à bolsa: | 11/13412-0 - Caracterização de aspectos comportamentais e morfológicos associados à atividade do eixo hipotálamo-hipófise-adrenal (HHA) em ratos wistar audiogênicos após crises crônicas, BP.DR |
| Assunto(s): | Hipertermia Corticosterona Epilepsia |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | corticosterona | crise febril | epilepsia | estresse | Hipertermia | vida precoce | Neurologia/Neurociências |
Resumo As epilepsias acometem cerca de 1% da população mundial, segundo a OMS, sendo a Epilepsia do lobo temporal (ELT) a mais comum das epilepsias em adultos (Pitkänen, 2007). Crises febris são o tipo mais comum de convulsão, ocorrendo em 2% a 6 % dos infantes e crianças jovens, (Nelson & Ellenberg 1976; Stafstrom, 2002), e crises febris complexas, de longa duração, têm sido retrospectivamente associadas com ELT em pacientes (Cendes et al., 1993; Berg & Shinnar, 1996; Chen et al., 1999; French et al., 1993) e recentemente também em modelos experimentais (Dubé et al., 2000, 2010).Adversidades na vida precoce são consideradas o maior fator de risco para o desenvolvimento de muitos distúrbios cerebrais, incluindo epilepsia (Van Campen et al., 2012). O estresse é o fator precipitante de crises mais relatado por pacientes com epilepsia (Frucht et al., 2000; Nakken et al., 2005; Lunardi et al., 2011). Existem muitas evidências do papel do estresse no desenvolvimento de crises em diversos modelos experimentais de epilepsia, especialmente em modelos de ELT (Joëls, 2009)Acreditamos que o estudo da associação do modelo experimental de crises febris na infância e estresse na vida precoce poderá ajudar a elucidar os fatores e mecanismos envolvidos no processo epileptogênico, e a maneira pela qual o estresse exerce influência sobre este fenômeno.Para isso induziremos crises, de longa duração, induzidas por hipertermia em camundongos durante a vida precoce, no dia pós natal 10 (PND 10) e subterremos os animais à múltiplos estresses por 14 dias consecutivos. A avaliaremos os efeitos da hipertermia e do estresse múltiplo sobre a atividade do eixo hipotálamo-hipófise-adrenal (HHA) através de dosagem plasmática de corticosterona e hibridização in situ para receptores de corticosterona e CRH. Avaliaremos ainda os efeitos das adversidades da vida precoce, após a crise induzida por hipertermia, sobre o processo epileptogênico, através do monitoramento comportamental e eletrencefalográfico das crises recorrentes espontâneas e da neurogênese indicada por marcadores imunológicos específicos. (AU) | |
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