| Processo: | 12/22261-8 |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Brasil - Mestrado |
| Data de Início da vigência: | 01 de fevereiro de 2013 |
| Data de Término da vigência: | 30 de abril de 2015 |
| Área de conhecimento: | Ciências Biológicas - Zoologia - Taxonomia dos Grupos Recentes |
| Pesquisador responsável: | Eduardo Andrade Botelho de Almeida |
| Beneficiário: | Diego Sasso Porto |
| Instituição Sede: | Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil |
| Bolsa(s) vinculada(s): | 14/10090-0 - Morfologia comparada das estruturas esqueletais internas da cabeça das abelhas corbiculadas (Apidae: Apini), BE.EP.MS |
| Assunto(s): | Filogenia Morfologia animal Apidae Abelhas Abelhas-sem-ferrão Análise cladística Evolução animal Divisão do trabalho animal Eussocialidade |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Abelha | Cladistica | Evolução | Morfologia | Sistematica | socialidae | Sistemática filogenética |
Resumo Há cerca 19.000 espécies válidas de abelhas classificadas tradicionalmente em sete famílias, das quais Apidae é um o grupo mais conhecido e inclui, por exemplo, a abelha melífera (gênero Apis). Além da grande diversidade de espécies, nota-se uma grande variação em formas de organização social entre esses insetos, incluindo espécies com vida obrigatoriamente solitária (mais de 80% das espécies), outras com alguma interação social e táxons em que há comportamentos altamente sofisticados relacionados à vida em sociedade. Um dos grupos mais fascinantes de Apidae é o das abelhas corbiculadas (Apinae: Apini), com três de suas quatro tribos consideradas como eussociais, caracterizadas pela divisão de trabalho entre os membros da colônia, cuidado cooperativo da prole, diferenciação morfológica de castas e sobreposição de gerações. O nome "abelhas corbiculadas" faz referência a uma característica morfológica distintiva das abelhas deste grupo, a corbícula: uma estrutura especializada no transporte de pólen das flores ao ninho nas pernas posteriores das fêmeas. As quatro subtribos de Apini são Apina (abelhas-do-mel), Meliponina (abelhas sem ferrão), Bombina (mamangavas) e Euglossina (abelhas-das-orquídeas). Dentre estes táxons, Apina e Meliponina incluem os representantes com a chamada eussocialidade avançada. As relações filogenéticas entre as abelhas corbiculadas têm sido alvo de muitas controvérsias durante as últimas décadas, com implicações para compreensão da evolução da eussocialidade. Boa parte das hipóteses utilizando dados morfológicos e comportamentais apontam para o clado Apina + Meliponina e, portanto, a origem única da eussocialidade avançada no grupo. Hipóteses filogenéticas com dados moleculares apontam consistentemente para origens independentes deste comportamento. O principal objetivo deste projeto é avaliar as relações filogenéticas entre as principais linhagens de abelhas corbiculadas, fundamentando-se em um conjunto de dados morfológicos que incluirão o estudo da morfologia esqueletal interna, uma fonte de informações filogenéticas muito rica, mas grandemente negligenciada em estudos prévios. Os dados inéditos resultantes deste projeto serão utilizados em análises cladísticas juntamente com dados morfológicos propostos em trabalhos prévios, assim como caracteres comportamentais e dados de sequências de DNA. Este estudo permitirá uma compreensão aprofundada da origem e evolução do comportamento eussocial entre estas abelhas. (AU) | |
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