| Processo: | 14/12871-9 |
| Modalidade de apoio: | Auxílio à Pesquisa - Regular |
| Data de Início da vigência: | 01 de setembro de 2015 |
| Data de Término da vigência: | 31 de agosto de 2017 |
| Área do conhecimento: | Ciências Biológicas - Fisiologia - Fisiologia de Órgãos e Sistemas |
| Pesquisador responsável: | Francemilson Goulart da Silva |
| Beneficiário: | Francemilson Goulart da Silva |
| Instituição Sede: | Instituto de Ciências Biomédicas (ICB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil |
| Município da Instituição Sede: | São Paulo |
| Pesquisadores associados: | Maria Tereza Nunes ; Patrícia Gama ; Paula Bargi de Souza |
| Assunto(s): | Fisiologia do sistema digestório Dieta hiperlipídica Macronutrientes Hormônios tireóideos PPAR alfa Citocinas |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | citocinas pró-inflamatórias | dieta hiperlipídica | Hormônios tireoidianos | jejuno proximal | PPAR alfa | transportadores de macronutrientes | Fisiologia do sistema digestório |
Resumo
Embora o entendimento dos mecanismos de regulação do transporte de nutrientes através do epitélio intestinal seja de enorme importância, poucos estudos tem sido desenvolvidos nesse tema, o que chama a atenção considerando-se as questões do mundo contemporâneo que envolvem o consumo de dietas com alto conteúdo de lipídios e carboidratos, associado com aumento da obesidade e suas comorbidades, tais como doenças cardiovasculares, diabetes mellitus e câncer. Sabe-se da existência de transportadores para os produtos da hidrólise de carboidratos, lipídios e proteínas, mas pouco se conhece sobre os mecanismos relacionados à sua regulação. O PPAR alfa, um fator de transcrição para genes envolvidos no metabolismo e transporte de lipídios, tem sido apontado como um fator que pode interferir com a expressão dos transportadores de nutrientes nos enterócitos. Convém salientar que o PPAR alfa é ativado por ácidos graxos, cuja concentração na dieta tem aumentado de forma significativa na atualidade, o que reforça a sua importância nos processos biológicos acionados por lipídios. Da mesma forma, é nosso interesse explorar o papel dos hormônios tireoidianos (HTs) nesses mesmos processos, considerando seus importantes efeitos no metabolismo de carboidratos, lipídios e proteínas, o pouco conhecimento que se tem de suas ações no TGI e que o PPAR alfa é um gene alvo dos HTs. Portanto, avaliar os mecanismos de regulação do transporte de nutrientes no enterócito frente à ingestão crônica de dieta hiperlipídica assim como o impacto dos HTs nesse processo é extremamente pertinente e significativo. Para tal serão realizados estudos in vivo e in vitro. Nos estudos in vivo, camundongos C57BL/6 alimentados com dieta padrão (10%) ou hiperlipídica (60%), por 12 semanas, serão utilizados. O papel dos HTs neste modelo experimental será investigado por indução de hipo e hipertireoidismo por tratamento dos animais com Propiltiouracil (PTU) e T3, respectivamente. Para os estudos in vitro, serão utilizadas células Caco-2 cultivadas ou em meio contendo uma mistura de ácidos graxos saturados (palmítico e esteárico) ou em meio de cultivo sem a mistura de ácidos graxos. O papel dos HTs no modelo in vitro será avaliado por indução do hipo e hipertireoideo. Serão avaliados os conteúdos das seguintes proteínas: PPAR alfa, SGLT1, GLUT2, GLUT5, PEPT1, NHE2, NHE3, FATP4, FAT/CD36 e NPC1L1. Considerando os relatos de associação entre dieta hiperlipídica e instalação de processos inflamatórios em alguns tecidos, serão avaliados, em paralelo, os conteúdos de citocinas pró-inflamatórias, tais como: IL-1b, IL-6, IFN-gama, TNF-alfa no intestino. A abordagem das proteínas será feita pelas técnicas de imunofluorescência e Western blotting. Para análise da integridade da barreira intestinal será realizado coloração por hematoxilina e eosina. Os resultados obtidos poderão trazer importante contribuição para a compreensão dos mecanismos moleculares de regulação do transporte de nutrientes na condição de ingestão crônica e excessiva de lipídios, bem como para a caracterização das ações dos HTs nesse processo, as quais são muito pouco conhecidas quando comparadas ao impacto que esses hormônios exercem na taxa metabólica e no metabolismo dos nutrientes. (AU)
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