| Processo: | 14/15386-4 |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Brasil - Iniciação Científica |
| Data de Início da vigência: | 01 de novembro de 2014 |
| Data de Término da vigência: | 31 de outubro de 2015 |
| Área de conhecimento: | Ciências Biológicas - Fisiologia - Fisiologia de Órgãos e Sistemas |
| Pesquisador responsável: | Helio Cesar Salgado |
| Beneficiário: | Fernanda Brognara Penteado Dias |
| Instituição Sede: | Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil |
| Assunto(s): | Fisiologia cardiovascular Resposta inflamatória Resposta imune Nervo depressor aórtico Estimulação elétrica Lipopolissacarídeos Citocinas Barorreflexo Ratos Wistar |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Ativação Barorreflexa | Estimulação Elétrica | Inflamação | Lipopolissacarídeo | Nervo depressor aórtico | Ratos | Fisiologia Cardiovascular |
Resumo INTRODUÇÃO: O sistema nervoso é capaz de modular respostas inflamatórias sistêmicas a diversos agentes estressores. Atualmente, tem sido dado destaque ao papel do nervo vago na modulação das respostas imunes do organismo. A ativação vagal tem papel significativo no reflexo inflamatório inibindo a resposta imune inata, atenuando a liberação de citocinas pró-inflamatórias no baço, por meio do mecanismo dependente da subunidade alfa7 (alfa7nAChR) do receptor nicotínico. O barorreflexo arterial é um potente reflexo simpato-inibidor e, ao mesmo tempo, possui alta capacidade de estimular a atividade parassimpática para o coração. Assim, a ativação dos barorreceptores (aferência do barorreflexo arterial) pode ser utilizada como forma de alterar o balanço simpatovagal em direção ao componente parassimpático; e, possivelmente, modular a resposta inflamatória por meio do reflexo inflamatório. No rato, a estimulação elétrica do nervo depressor aórtico (NDA) tem sido utilizada, rotineiramente em nosso laboratório, como mecanismo de ativação do barorreflexo. OBJETIVO: O estudo pretende examinar a influência da estimulação elétrica do NDA sobre as alterações cardiocirculatórias e inflamatórias observadas em ratos acordados com endotoxemia induzida por LPS. MÉTODOS: Para tanto, ratos Wistar serão divididos em 4 grupos: 1) estimulação elétrica do NDA com administração de LPS; 2) somente administração de LPS; 3) estimulação elétrica do NDA com administração de salina; 4) somente administração de salina. Sob anestesia, o NDA será isolado e posicionado sobre um par de eletrodos e a artéria femoral e veia jugular serão canuladas. As extremidades dos eletrodos e os cateteres vasculares serão exteriorizados na parte dorsal do pescoço do animal. Animais controles serão submetidos a procedimentos semelhantes, porém não serão colocados eletrodos sobre o nervo. No dia seguinte, com os animais acordados, o cateter femoral será conectado ao transdutor de pressão e, no caso dos grupos com estimulação, os eletrodos serão conectados ao estimulador elétrico. O protocolo experimental consistirá de um registro dos parâmetros hemodinâmicos basais (30 min) seguido pela administração de LPS (1,5 mg/kg, i.v.) ou salina (0,05 mL/100g, i.v.). Imediatamente após, será iniciada a estimulação elétrica (15 Hz; 0,25 ms; 0,5 mA) do NDA durante 60 min. Cessado o estímulo elétrico será coletada amostra de sangue (1 mL) através do cateter na artéria femoral, seguida por reinfusão com salina na mesma quantidade retirada. Registros da pressão arterial e frequência cardíaca (10 min) seguidos por coleta de sangue serão realizados 2h e 3h após a administração de LPS ou salina. O plasma será utilizado para análise de citocinas plasmáticas. Ao final do protocolo os animais serão submetidos à decaptação - guilhotina - e alguns órgãos serão coletados (coração, baço e hipotálamo), e congelados para posterior análise de citocinas teciduais. | |
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