Resumo
A desinfecção de efluentes é uma tecnologia reconhecida pela sua eficiência em muitas cidades do mundo, entretanto se essa desinfecção for baseada na oxidação, a composição do efluente pode afetar a eficiência do tratamento. A variação na composição e a reatividade do efluente pode retardar a inativação de microrganismos devido à presença de material reativo que compete para reagir com os oxidantes. No caso de processos oxidativos avançados, os radicais formados, principalmente o HO* pode ter sua eficiência afetada pela variação da reatividade da matéria orgânica (EfOM - effluent organic matter) e compostos inorgânicos como carbonatos e nitratos. Atualmente se conhece o potencial dos processos oxidativos para desinfetar efluentes urbanos e que a variação na composição e da reatividade do efluente pode afetar o tratamento. Porém, ainda não está claro como cada componente, seja ele parte da EFOM, compostos inorgânicos e até mesmo compostos químicos de origem industrial podem afetar o processo. Esse projeto propõe o estudo da influência dos principais componentes do efluente no processo de desinfecção por processos oxidativos avançados (ozonização e UV/H2O2) com objetivo de estabelecer as doses necessárias para uma correta desinfecção levando em conta as variações do efluente. (AU)
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