| Processo: | 15/16854-4 |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado |
| Data de Início da vigência: | 01 de julho de 2016 |
| Data de Término da vigência: | 17 de agosto de 2020 |
| Área de conhecimento: | Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica |
| Acordo de Cooperação: | Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) |
| Pesquisador responsável: | Anamaria Aranha Camargo |
| Beneficiário: | Franciele Hinterholz Knebel |
| Instituição Sede: | Hospital Sírio-Libanês. São Paulo , SP, Brasil |
| Bolsa(s) vinculada(s): | 18/23531-5 - Uso de biópsias líquidas baseadas no sequenciamento do ctDNA para a detecção de doença residual em pacientes com câncer de reto localmente avançado após quimioradioterapia neoadjuvante (nQRT), BE.EP.PD |
| Assunto(s): | Receptor do fator de crescimento epidérmico |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Biópsia líquida | Câncer colorretal e de pulmão | Cetuximabe | Erlotinibe | Gefitinibe | Panitumumabe | Receptor do Fator de Crescimento Epidérmico | Resistência Adquirida | Biomarcadores moleculares |
Resumo O Receptor do Fator de Crescimento Epidérmico (EGFR) foi o primeiro receptor a ser proposto como um alvo para a terapia do câncer depois de duas décadas de intensas investigações. Terapia-alvo anti-EGFR é utilizada na clínica para o tratamento de diversos tipos de câncer, incuindo o câncer de pulmão não pequenas células (CPNPC) e o câncer colorretal (CCR). Os inibidores tirosina quinase - Gefitinibe e Erlotinibe - têm sido utilizados para o tratamento do CPNPC) e, os anticorpos monoclonais - Panitumumabe e Cetuximabe - para o tratamento do CCR. A responsividade dos pacientes ao tratamento com estes fármacos depende da presença de mutações ativadoras no gene EGFR (L858R e deleção no éxon 19) no CPNPC e da ausência de mutações nos genes KRAS, NRAS e BRAF no CCR. Apesar destes fármacos apresentarem taxas de resposta satisfatórias e ganhos na sobrevida livre de progressão, pacientes tratados com estes fármacos invariavelmente desenvolvem resistência ao tratamento (resistência adquirida), levando à progressão da doença e ao óbito do paciente. A heterogeneidade genética, intrínseca aos tumores humanos, e a seleção de alterações genéticas que conferem resistência à terapia alvo tem sido reconhecidas como crucial no desenvolvimento de resistência adquirida aos agentes anti-EGFR. Além do desenvolvimento de mutações pontuais na região correspondente ao ectodomínio de EGFR (T790M) e amplificação do gene MET, frequentemente encontradas em pacientes com CPNPC, mutações em genes integrantes da via de EGFR, como KRAS, NRAS e BRAF também foram reportadas em pacientes com CCR que desenvolveram resistência adquirida à terapia alvo anti-EGFR. Entretanto, a presença destas alterações está associada a apenas uma parcela dos casos de resistência adquirida. Outros mecanismos existem e precisam ser caracterizados. Neste projeto, pretendemos realizar o monitoramento do aparecimento das alterações genéticas sabidamente associadas com resistência adquirida a terapia anti-EGFR no DNA tumoral circulante (ctDNA) obtido a partir de biópsias líquidas coletadas de pacientes com CPNPC em tratamento com Gefitinibe e Erlotinibe e de pacientes com CCR em terapia com Panitumumabe e Cetuximabe. Pretendemos também caracterizar novas alterações genéticas associadas à resistência adquirida à terapia anti-EGFR através do sequenciamento direto do ctDNA de pacientes com CPNPC e CCR que apresentarem progressão da doença na vigência de terapia anti-EGFR e que não apresentarem alterações sabidamente associadas a resistência adquirida a esses agentes terapêuticos em seu ctDNA. Com isso pretendemos desenvolver e validar ferramentas para o estudo e a detecção precoce de resistência adquirida à terapia anti-EGFR em pacientes com câncer de cólon e pulmão. O estudo e a detecção precoce da resistência adquirida a terapia anti-EGFR tem implicações importantes no desfecho da doença a medida que permite a interrupção de um tratamento ineficaz com drogas tóxicas de custo elevado e permite, em alguns casos, o início do tratamento com drogas de segunda linha mais efetivas, retardando a progressão da doença. (AU) | |
| Matéria(s) publicada(s) na Agência FAPESP sobre a bolsa: | |
| Mais itensMenos itens | |
| TITULO | |
| Matéria(s) publicada(s) em Outras Mídias ( ): | |
| Mais itensMenos itens | |
| VEICULO: TITULO (DATA) | |
| VEICULO: TITULO (DATA) | |