| Processo: | 16/03311-5 |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Brasil - Iniciação Científica |
| Data de Início da vigência: | 01 de janeiro de 2017 |
| Data de Término da vigência: | 31 de dezembro de 2018 |
| Área de conhecimento: | Ciências Biológicas - Fisiologia - Fisiologia Comparada |
| Pesquisador responsável: | Anita Mitico Tanaka-Azevedo |
| Beneficiário: | Lidia Jorge Tasima |
| Instituição Sede: | Instituto Butantan. São Paulo , SP, Brasil |
| Assunto(s): | Crotamina Crotalus durissus Venenos de serpentes Biogeografia Distribuição animal |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Crotalus durissus | crotamina | Proteínas Plasmáticas | venenos ofídicos | Venenos |
Resumo A fauna brasileira de répteis é constituída por 760 espécies, dividindo-se em Testudines, Crocodylia e Squamata, neste último encontram-se os "Lagartos" (260 ssp.), Amphisbaenia (72 ssp.) e as serpentes (386 ssp.). Existem diversas famílias de serpentes, dentre elas a família Viperidae, que possui representantes no Brasil. Sua principal característica é seu aparelho inoculador solenóglifo e, tradicionalmente, são atribuídas quatro subfamílias com representantes viventes: Viperinae, Causinae, Azemiopinae e Crotalinae. A subfamília Crotalinae é caracterizada pela presença da fosseta loreal localizada bilateralmente entre o olho e a narina. No Brasil ocorrem cinco gêneros, dentre eles estão Bothrops, Bothriopsis, Bathrocophias, Crotalus e Lachesis. As serpentes do gênero Crotalus possuem um chocalho na extremidade da cauda e apenas a espécie Crotalus durissus ocorre no Brasil, com cinco subespécies descritas. O veneno da C. durissus possui três atividades com importância clínica conhecida: atividade neurotóxica, miotóxica e coagulante. Quando fracionado, o veneno apresenta quatro frações principais: crotoxina, convulxina, giroxina e crotamina. A crotamina é um pequeno peptídeo catiônico e sua principal ação é neurotóxica. Também causa despolarização das células musculares esqueléticas, contrações tetânicas sem sincronia, liberação de acetilcolina e dopamina em ratos, e uma potente atividade analgésica. Sua estrutura anfipática se mostrou importante para conferir vários de seus efeitos biológicos, como suas atividades antimicrobiana, antimalárica, antitumoral, leishmanicida e anti-helmíntica. A crotamina nativa é suportada por três pontes dissulfetos, conferindo alta estabilidade na sua estrutura 3D, que compreende em um pequeno N-terminal alfa-helice e uma pequena folha-beta antiparalela de cadeira tripla. Essa estrutura é comum a beta-defensina e alfa-defensina de mamíferos. Devido ao seu pequeno tamanho e sua configuração de aminoácidos ocorre uma distribuição de carga na superfície da molécula que permite a crotamina uma propriedade de penetração celular única, permitindo utilizá-la como transportadora de moléculas para dentro de células. O veneno da C. durissus possui grande variabilidade, podendo ser amarelo ou branco; e a crotamina pode estar presente (crotamina positivo) ou ausente (crotamina negativa) em sua composição. O veneno crotamina-positivo ou crotamina-negativo tem diferentes mecanismos de ação e o veneno que contém crotamina é visto com importância na produção de antiveneno. Quanto mais completo é o veneno, melhor a variabilidade e melhor será seu espectro de ação para tratamento antiveneno. O objetivo desse trabalho é analisar a presença da crotamina no veneno das serpentes Crotalus durissus terrificus, Crotalus durissus collilineatus e Crotalus durissus cascavella do plantel e recém-chegadas no Instituto Butantan, verificar sua eficiência na produção de antiveneno e analisar sua relação com a distribuição geográfica desses animais. | |
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