| Processo: | 17/20106-9 |
| Modalidade de apoio: | Auxílio à Pesquisa - Regular |
| Data de Início da vigência: | 01 de abril de 2018 |
| Data de Término da vigência: | 28 de fevereiro de 2021 |
| Área do conhecimento: | Ciências Biológicas - Bioquímica - Química de Macromoléculas |
| Pesquisador responsável: | Alexandre Keiji Tashima |
| Beneficiário: | Alexandre Keiji Tashima |
| Instituição Sede: | Escola Paulista de Medicina (EPM). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus São Paulo. São Paulo , SP, Brasil |
| Município da Instituição Sede: | São Paulo |
| Pesquisadores associados: | Anita Mitico Tanaka-Azevedo ; Eduardo Shigueo Kitano ; Maria Aparecida Juliano ; Maria Luiza Vilela Oliva ; Solange Maria de Toledo Serrano |
| Assunto(s): | Animais peçonhentos Serpentes Aranhas Venenos Peptidômica Espectrometria de massas |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Análise de novo | Aranhas | Espectrometria de massas | Peptidômica | Serpentes | veneno | Bioquímica |
Resumo
Os animais peçonhentos estão entre as espécies mais bem-sucedidas da história evolutiva do planeta. Um dos fatores importantes para esse sucesso é a produção de venenos, utilizados para subjugar presas e como proteção contra possíveis predadores. A maior parte das toxinas ativas dos venenos são proteínas e peptídeos, elaboradas e refinadas ao longo de milhões de anos de evolução. Toxinas de venenos têm servido como fonte de busca de diversas moléculas com potencial farmacológico e biotecnológico, além do papel importante na elucidação de mecanismos bioquímicos e fisiológicos em vertebrados. Um marco nos estudos de venenos foi a descoberta dos peptídeos potenciadores da bradicinina, que levaram ao desenvolvimento das primeiras drogas para o tratamento da hipertensão arterial. O avanço em ferramentas analíticas como os sequenciadores de nova geração e os espectrômetros de massa resultaram na elucidação de milhares de sequências de toxinas nos últimos anos. No entanto, apesar do grande número de sequências descobertas e da maturidade alcançada pelos estudos proteômicos, a peptidômica de venenos ainda é um campo de estudos emergente. Particularidades como a falta de especificidade enzimática na busca por peptídeos e a ausência de bancos de dados criam desafios analíticos para tais estudos. Nosso grupo vem aprimorando técnicas analíticas baseadas em espectrometria de massas aplicada aos estudos peptidômicos, o que resultou na elucidação de diversos novos peptídeos biologicamente ativos de venenos. Observamos também que pequenas mutações apresentam efeitos significativos sobre as atividades biológicas de peptídeos dentro de uma mesma classe. Em face da riqueza dos peptidomas ainda pouco explorados de venenos, propomos neste projeto de pesquisa a análise peptidômica dos venenos de espécies de serpentes e aranhas brasileiras, com os objetivos de desvendar as sequências dos peptídeos presentes em cada veneno, mapear mutações entre sequências homólogas e prospectar potenciais atividades biológicas dos novos peptídeos encontrados. (AU)
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