| Processo: | 21/07627-5 |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Brasil - Doutorado |
| Data de Início da vigência: | 01 de dezembro de 2022 |
| Data de Término da vigência: | 28 de fevereiro de 2026 |
| Área de conhecimento: | Ciências Biológicas - Fisiologia - Fisiologia Geral |
| Pesquisador responsável: | Karen de Morais Zani |
| Beneficiário: | Nathália da Costa Galizio |
| Instituição Sede: | Instituto Butantan. São Paulo , SP, Brasil |
| Bolsa(s) vinculada(s): | 24/01795-1 - Investigação da degradação da membrana basal por venenos de serpentes do gênero Bothrops para determinar estratégias para intervenções médicas., BE.EP.DR |
| Assunto(s): | Serpentes Venenos Viperidae Fisiologia comparada |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | coagulotoxicidade | Serpentes | veneno | Viperidae | Fisiologia comparada |
Resumo O envenenamento por serpentes é classificado pela Organização Mundial da Saúde como uma doença tropical negligenciada responsável por aproximadamente 2,5 milhões de envenenamentos e 150 mil mortes por ano, especialmente em regiões rurais da África, Ásia, América Latina e Oceania. No Brasil, a família Viperidae representa o mais importante grupo de serpentes para a saúde pública, pois são responsáveis pela maioria dos acidentes ofídicos registrados. Dentre os efeitos resultantes desses acidentes, acredita-se que os distúrbios hemostáticos causados pelos venenos de uma grande variedade de espécies de serpentes desempenhem um papel central na fisiopatologia do envenenamento e na captura da presa. Os venenos de serpentes, especialmente as que pertencem às famílias Elapidae e Viperidae, possuem diversas toxinas que interagem com a cascata de coagulação sanguínea e com o sistema fibrinolítico. A variabilidade intraespecífica dos venenos de serpentes associada à sua diversidade funcional é particularmente crítica quando consideramos sua reatividade com o antiveneno. Tendo em vista a complexidade do envenenamento causado por espécies de serpentes pertencentes à família Viperidae e a relevância dessas espécies para a saúde pública, a realização de um estudo multifacetado comparando o perfil coagulotóxico dos venenos dessas espécies e sua variabilidade intraespecífica, bem como sua neutralização pelo o antiveneno produzido é de extrema importância. Assim, o presente projeto propõe a caracterização do perfil coagulotóxico de venenos individuais de espécies de serpentes dos gêneros Bothrops e Lachesis de maior importância médica e ecológica em diferentes regiões brasileiras. Desde a década de 80, a maneira mais utilizada de avaliar a atividade coagulante dos venenos de serpentes é por meio da determinação de sua "Dose Mínima Coagulante" (DMC). Entretanto, neste estudo propomos uma abordagem mais recente para caracterizar a coagulotoxicidade dos venenos. Avaliaremos, por meio de tromboelastometria, não apenas o tempo de coagulação como end point, mas também a velocidade de formação do coágulo e sua resistência. Ainda, avaliaremos a atividade dos venenos sobre componentes específicos do sistema hemostático (por meio da utilização de substratos cromogênicos específicos) e sua dependência do cálcio e de fosfolipídeos. Esses parâmetros permitirão a caracterização de variações inter- e intraespecíficas relacionadas à atividade coagulante (ou anticoagulante) dos venenos de serpentes, mesmo que sutis. Considerando que entendimento das variações inter- e intraespecíficas do veneno das serpentes peçonhentas tem grande importância farmacológica, além de ecológica e evolutiva, a avaliação da ação dessas variações no envenenamento humano é essencial para a produção e para a utilização eficiente dos soros antivenenos, permitindo uma escolha racional dos espécimes para a composição dos pools de venenos para a produção do soro. (AU) | |
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