| Processo: | 22/05878-3 |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Brasil - Iniciação Científica |
| Data de Início da vigência: | 01 de outubro de 2022 |
| Data de Término da vigência: | 30 de setembro de 2023 |
| Área de conhecimento: | Ciências Biológicas - Farmacologia - Toxicologia |
| Pesquisador responsável: | Rafael Stuani Floriano |
| Beneficiário: | Poliana de Jesus Demico |
| Instituição Sede: | Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação. Universidade do Oeste Paulista (UNOESTE). Presidente Prudente , SP, Brasil |
| Assunto(s): | Antivenenos Neutralização Análise colorimétrica Modelos animais de doenças Técnicas in vitro Crotalus durissus |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Ação hemostática | Ação neuromuscular | Crotalus durissus | neutralização | Soro anticrotálico | Veneno Viperidae | Venenos e toxinas animais |
Resumo Envenenamentos por Crotalus (cascavéis) são caracterizados por manifestações clínicas como mionecrose local e sistêmica, paralisia neuromuscular, insuficiência renal, hemorragia, coagulopatia e hipotensão. No Brasil, o tratamento do envenenamento crotálico está condicionado ao antiveneno produzido a partir do veneno da subespécie C. durissus terrificus (distribuída no Sul e Sudeste da Brasil), não havendo estudos de sua eficácia de neutralização sobre os efeitos neuromuscular e hemostático do envenenamento por C. durissus ruruima (subespécie geograficamente separada de C. d. terrificus e restrita ao estado de Roraima, Brasil). Neste projeto, propomos avaliar a ação protetora do soro monovalente produzido pelo Instituto Butantan (anti-C. d. terrificus) sobre a ação enzimática, neuromuscular e hemostática do veneno de C. d. ruruima em modelos de experimentação in vitro e ex vivo. Inicialmente, executaremos um protocolo de comparação da cinética enzimática para atividades fosfolipase A2, caseinolítica, esterásica e L-aminoácido oxidase dos venenos de C. d. terrificus e C. d. ruruima para determinar o nível de atividade de cada grupo enzimático majoritário destes venenos; será utilizado métodos colorimétricos lidos em um espectrofotômetro. Para os protocolos ex vivo, a ação inibitória do soro anticrotálico sobre a atividade hemostática dos venenos de C. d. terrificus e C. d. ruruima será determinada a partir da dose mínima coagulante, ativação de protrombina e tromboplastina parcial ativada, e atividade trombina-símile em plasma citratado de rato usando kits comerciais para coagulometria. Em adição, a ação inibitória do antiveneno será avaliada sobre o efeito neuromuscular dos venenos de C. d. terrificus e C. d. ruruima em preparação isolada nervo frênico diafragma de camundongo montado em um sistema miográfico multifuncional. Os resultados deste estudo contribuirão para o entendimento do potencial de neutralização do soro anticrotálico sobre os efeitos majoritários do envenenamento por subespécies de C. durissus geograficamente isoladas da subespécie precursora do antiveneno. | |
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