| Processo: | 20/07268-2 |
| Modalidade de apoio: | Auxílio à Pesquisa - Regular |
| Data de Início da vigência: | 01 de outubro de 2021 |
| Data de Término da vigência: | 31 de março de 2024 |
| Área do conhecimento: | Ciências da Saúde - Saúde Coletiva - Saúde Pública |
| Pesquisador responsável: | Karen de Morais Zani |
| Beneficiário: | Karen de Morais Zani |
| Instituição Sede: | Instituto Butantan. São Paulo , SP, Brasil |
| Município da Instituição Sede: | São Paulo |
| Pesquisadores associados: | Anita Mitico Tanaka-Azevedo ; Aparecida Sadae Tanaka ; Benedito Carlos Prezoto ; Bryan Greig Fry ; Kathleen Fernandes Grego ; Sávio Stefanini Sant Anna |
| Auxílio(s) vinculado(s): | 23/00670-8 - Desvendando o mecanismo da hemorragia induzida por venenos de serpentes, focando na ruptura da membrana basal, AP.R SPRINT |
| Assunto(s): | Envenenamento por animais peçonhentos Serpentes Viperidae Elapidae Bothrops Crotalus Venenos de serpentes Toxicidade |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | bothrops | coagulotoxicidade | crotalus | lachesis | venenos de serpentes | Envenenamento por serpentes |
Resumo
O envenenamento por serpentes é classificado pela Organização Mundial da Saúde como uma doença tropical negligenciada responsável por aproximadamente 2,5 milhões de envenenamentos e 150 mil mortes por ano, especialmente em regiões rurais da África, Ásia, América Latina e Oceania. No Brasil, a família Viperidae representa o mais importante grupo de serpentes para a saúde pública, pois são responsáveis pela maioria dos acidentes ofídicos registrados. Dentre os efeitos resultantes desses acidentes, acredita-se que os distúrbios hemostáticos causados pelos venenos de uma grande variedade de espécies de serpentes desempenhem um papel central na fisiopatologia do envenenamento e na captura da presa. Os venenos de serpentes, especialmente as que pertencem às famílias Elapidae e Viperidae, possuem diversas toxinas que interagem com a cascata de coagulação sanguínea e com o sistema fibrinolítico. Desde a década de 80, a maneira mais utilizada de avaliar a atividade coagulante dos venenos de serpentes é por meio da determinação de sua "Dose Mínima Coagulante" (DMC). Entretanto, uma nova abordagem para caracterizar a coagulotoxicidade dos venenos de serpentes está sendo empregada para caracterizar esse aspecto do envenenamento em diferentes espécies de serpentes, avaliando não apenas o tempo de coagulação como end point, mas também a velocidade de sua formação e sua resistência. Ainda, avalia a atividade dos venenos sobre componentes específicos do sistema hemostático e sua dependência do cálcio e de fosfolipídeos. Esses parâmetros permitem a caracterização de variações inter- e intraespecíficas relacionadas à atividade coagulante (ou anticoagulante) dos venenos de serpentes, mesmo que sutis. A variabilidade intraespecífica dos venenos de serpentes, associada à sua diversidade funcional é particularmente crítica quando consideramos sua reatividade com o antiveneno. Por esse motivo, o entendimento das variações inter- e intraespecíficas do veneno das serpentes peçonhentas e sua ação no envenenamento humano é essencial para a produção e para a utilização eficiente dos soros antivenenos. Tendo em vista a complexidade do envenenamento causado por espécies de serpentes pertencentes à família Viperidae e a relevância dessas espécies para a saúde pública, a realização de um estudo multifacetado comparando o perfil coagulotóxico dos venenos dessas espécies e sua neutralização pelo anti-veneno produzido é de extrema importância. Assim, o presente projeto propõe a caracterização do perfil coagulotóxico de venenos individuais de espécies de serpentes dos gêneros Bothrops, Crotalus e Lachesis de maior importância médica em diferentes regiões brasileiras. (AU)
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