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Análise da variabilidade ontogenética do veneno da serpente Bothrops pauloensis

Processo: 18/25899-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de agosto de 2019
Vigência (Término): 31 de maio de 2021
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Fisiologia - Fisiologia Comparada
Pesquisador responsável:Anita Mitico Tanaka-Azevedo
Beneficiário:Lidia Jorge Tasima
Instituição-sede: Instituto Butantan. Secretaria da Saúde (São Paulo - Estado). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Fisiologia animal   Ontogenia   Venenos   Venenos de serpentes   Bothrops

Resumo

A Organização Mundial de Saúde classifica o envenenamento por serpentes uma doença negligenciada em muitos países tropicais e subtropicais. No Brasil, ocorrem duas famílias de serpentes peçonhentas, a família Elapidae (representada pelo gênero Micrurus) e a família Viperidae (representada pelos gêneros Bothrops, Bothrocophias, Crotalus e Lachesis). Dentre esses grupos, o gênero Bothrops é a que representa maior importância para a saúde pública, pois são responsáveis pela maioria dos acidentes ofídicos registrados no Brasil. A serpente Bothrops pauloensis era antigamente classificada como B. neuwiedi pauloensis, uma subespécie dentro do "complexo neuwiedi". Porém, após a revisão taxonômica realizada em 2008, esse grupo foi elevado à categoria de espécie. A Bothrops pauloensis possui uma ampla distribuição geográfica, podendo ser encontrada em uma grande área do Brasil, no Paraguai e na Bolívia. Esta espécie habita áreas de cerrado, possui uma dieta generalista e apresenta uma variação ontogenética na dieta, que altera suas presas de ectotérmicos para endotérmicos. Os efeitos de sua picada em humanos são semelhantes à de outras Bothrops, que é caracterizado com três atividades fisiopatológicas: proteolítica, coagulante e hemorrágica. Os venenos de serpentes apresentam heterogeneidade considerável, tanto de forma quantitativa como qualitativa. Essa variação ocorre de forma intra e interespecífica, de acordo com a sazonalidade, distribuição geográfica, idade e sexo. Desta forma, o estudo dessas variações e o controle de qualidade desses venenos tem sido objeto de intensa investigação, vista a sua utilização na produção de soros antiofídicos e em busca de novos produtos de interesse biotecnológicos. Alterações ontogenéticas na composição do veneno são observadas em diferentes espécies de serpentes, como em algumas espécies do gênero Crotalus, em Lachesis muta e outras espécies do gênero Bothrops. Visto que o veneno de filhotes e de adultos causam efeitos patológicos distintos, e que o soro pode apresentar menor eficácia na neutralização de envenenamento por serpentes filhotes em relação aos adultos, é de suma importância entender a variabilidade ontogenética do veneno das serpentes, como a B. pauloensis. Com isso, o presente estudo terá como objetivo analisar e comparar o veneno de B. pauloensis de diferentes idades, buscando elucidar os mecanismos envolvidos na captura das presas ao longo do desenvolvimento destes animais e melhorar o tratamento do envenenamento por serpentes. (AU)

Publicações científicas
(Referências obtidas automaticamente do Web of Science e do SciELO, por meio da informação sobre o financiamento pela FAPESP e o número do processo correspondente, incluída na publicação pelos autores)
TASIMA, LIDIA J.; HATAKEYAMA, DANIELA M.; SERINO-SILVA, CAROLINE; RODRIGUES, CAROLINE F. B.; DE LIMA, V, EDUARDO O.; SANT'ANNA, SAVIO S.; GREGO, KATHLEEN F.; DE MORAIS-ZANI, KAREN; SANZ, LIBIA; CALVETE, JUAN J.; TANAKA-AZEVEDO, ANITA M. Comparative proteomic profiling and functional characterization of venom pooled from captive Crotalus durissus terrificus specimens and the Brazilian crotalic reference venom. Toxicon, v. 185, p. 26-35, OCT 15 2020. Citações Web of Science: 0.

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